Estado pedirá renegociação de dívidas
Curitiba - Ao divulgar o balanço das perdas na agricultura por causa da seca, o vice-governador e secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, Orlando Pessuti, anunciou, também, as medidas que estão sendo estudadas pelo governo estadual para ajudar os produtores rurais. Ele se reuniu, na tarde de ontem, com chefes dos núcleos regionais e representantes do setor agropecuário.
Segundo Pessuti, a intenção é estimular o plantio da segunda safra de milho e de feijão para tentar recuperar, pelo menos, parte do prejuízo. Ele adiantou que o governo fará levantamento dos agricultores que precisam de apoio e comprará o volume necessário de sementes para atendê-los. O fornecimento de sementes inclui também as de pastagem de inverno.
O secretário afirmou que o governo do Estado deverá intervir junto ao governo federal para renegociar as dívidas dos produtores, pedindo a prorrogação dos financiamentos de custeio e investimento que vencem este ano. Pessuti planeja ir à Brasília na próxima semana, onde pretende negociar a aquisição da produção de grãos pelo governo federal, pelo preço mínimo, e a abertura de novas linhas de crédito.
Pessuti não descarta que as perdas acumuladas, até agora, aumentem. Por isso, ele defende que os agricultores passem a dar maior atenção na diversificação de suas atividades. O secretário citou os programas do governo para incentivar a fruticultura, horticultura e de biocombustível e evitar que o produtor fique atrelado a um só tipo de cultivo, amargando prejuízos maiores quando as condições climáticas são desfavoráveis.
O presidente do Sindicato e Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), João Paulo Koslovski, lembrou que a situação no campo em função da seca ''é bastante grave porque é cumulativa''. No entanto, ele considera que, mais sério do que as perdas de produção, são os prejuízos por causa dos baixos preços das commodities. O faturamento com as exportações em 2005, observou, foi US$ 700 milhões. Exportando o mesmo volume em 2004, os produtores lucraram US$ 1 bilhão.(A.L.)





