A venda do Banestado representou para o governo do Estado um alívio em relação às suas contas públicas. A Secretaria da Fazenda destinou parte do dia de ontem para refazer os cálculos de suas finanças e avaliou que conseguirá canalizar parte do dinheiro que ia para o pagamento de sua dívida com a União para o investimento em programas de governo e folha de pagamento. O Tesouro do Estado conseguirá economizar por mês R$ 10 milhões, porque reduzirá sua prestação mensal de R$ 38 milhões para R$ 28 milhões.
A diminuição total da dívida com a União foi de R$ 1,625 bilhão, valor pelo qual o Banestado foi vendido ao banco Itaú. Com isso o Estado passa a dever R$ 4,375 bilhões. Esse débito se refere apenas ao dinheiro que foi financiado junto ao Banco Central para sanear o Banestado. Mas o governo tem ainda outras dívidas com o governo federal no valor de R$ 2 bilhões. A dívida adquirida por causa do Banestado será paga em até 30 anos – com correção a partir de juros calculados com base na Taxa de Juros a Longo Prazo (TJLP), o que dá um índice de 6% ao ano.
O secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, afirma que o ágio obtido no Banestado dá uma folga às contas públicas. ‘‘A sobra de caixa vai para programas de governo. Temos gastos com saúde e educação’’, exemplificou.
Hoje o Estado tem uma arrecadação mensal que gira em torno de R$ 340 milhões (valor de setembro). O secretário da Fazenda, Giovani Gionédis (foto), afirma que a arrecadação deve crescer até o final do ano entre 10% e 14% sobre o ano passado. O crescimento médio até a metade do ano foi de 9%. ‘‘Nossa previsão de crescimento fica acima da média nacional’’, diz Gionédis. (C.M.)

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