O aperto financeiro levou o governo do Estado a propor a revisão do contrato firmado com o Banco Mundial, que financia o programa Paraná 12 meses. Apesar da negociação, que envolve a alteração do contrato, depender de contato direto entre a diretoria do banco e o governador Jaime Lerner, os secretários da Agricultura, Antônio Poloni, e da Habitação, Rafael Dely, viajaram para Washington (EUA), na semana passada. Eles iniciaram um contato preliminar com o gerente do Bird, Michael Carroll, que foi receptivo à proposta apresentada. Poloni já retornou da viagem e Dely continua nos Estados Unidos.
A proposta apresentada pelos secretários prevê que durante os próximos dois anos, o banco libere recursos no valor de 70% dos projetos executados e a contrapartida do Estado cairia de 50% para 30%. A partir de 2001, a situação se inverteria e a contrapartida do Estado seria maior do que a liberação do banco, disse Antônio Poloni. O valor total do Paraná 12 meses, incluindo a contrapartida é de US$ 353 milhões.
Para o governo do Estado, os programas financiados por organismos internacionais não devem sofrer com a descontinuidade na liberação de recursos. Em função da crise econômica, o governo do Estado está seguindo recomendação do governo federal que a aconselhou a alteração dos contratos, disse o secretário da Fazenda, Giovani Gionédis.
Na negociação com o Banco Mundial, o gerente Michael Carroll foi receptivo também à idéia de valorizar obras que antes o banco não admitia que fossem incluídas na contrapartida como as despesas com infra-estrutura nas vilas rurais.ArquivoNa fontePoloni: articulações com presidente do Bird, que foi ‘‘receptivo’’Da Redação

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