O governo não pretende colocar mais dinheiro na Cocamar Citrus, enquanto não for solucionada a questão societária da empresa. A condição básica para solucionar o impasse é que o novo sócio deve alocar recursos para o capital de giro da empresa, informou ontem o secretário da Fazenda, Giovani Gionédis. Para o secretário, os sócios da Cocamar Citrus têm de encontrar uma solução de parceria com outros grupos e não com o governo.
Esta foi a conclusão da reunião realizada ontem, na Secretaria da Fazenda entre o secretário Giovani Gionédis e os diretores da Cocamar Citrus e do Banestado, para tentar levantar a empresa, que se encontra em dificuldades.
Segundo Gionédis, a Cocamar Citrus está com um passivo de R$ 5 milhões e o governo estadual está interessado numa solução para que a empresa volte a operar, pelo cunho social que ela representa e também pelo fato de ser um dos sócios, por meio dos recursos do FDE que já colocou na Citrus.
Por esta razão, o governo está disposto até a renegociar as dívidas junto ao Banestado e apostar na nova administração, mas não pretende arcar com os custos sozinho. ‘‘Se fosse assim, o governo não precisaria da iniciativa privada e tocaria a empresa sozinho’’, argumentou. Gionédis disse que não é contra a permanência na sociedade da cooperativa Cocamar, que tem o controle acionário da Citrus.
Já o presidente da Cocamar Citrus, Claudomiro Sirotsky, disse que a Associação dos Citricultores de Paranavaí quer entrar como nova sócia, mas depende de levantar R$ 3,5 milhões em financiamentos. O impasse criado na Secretaria da Fazenda, segundo Sirotsky, é identificar a fonte de recursos. Desse total, R$ 2 milhões iriam para capital de giro e R$ 1,5 milhão para quitar débitos pendentes da Cocamar Citrus. Segundo ele, a Cocamar tem 57% das ações da Cocamar Citrus e já investiu mais de US$ 3 milhões em mudas repassadas aos produtores.

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