Questionado sobre a venda das ações dos sócios para o governo do Estado, Requião descartou essa negociação. O governador Roberto Requião alegou que a participação acionária do Grupo Dominó já está sendo reduzida de 32% para menos de 20%, a partir do momento que ele anulou o termo aditivo que prorrogava uma dívida da Sanepar com o governo do Estado no valor de R$ 199 milhões. Essa dívida venceu no dia 31 de dezembro do ano, mas o então governador Jaime Lerner (PFL) assinou termo aditivo, no dia 18 de dezembro, transferindo o vencimento para 2011.
Esse crédito será transformado em ações ordinárias que ficarão em poder do Estado, disse Requião. Com isso, a participação acionária do Consórcio Dominó, estimada em 32% do conjunto das ações da empresa, sem a participação do Copel, cai para menos de 20%. O governador argumenta que se os sócios minoritários recorriam ao governo do Estado para avalizar os empréstimos internacionais para a Sanepar, agora devem entregar parte da participação acionária para honrar a dívida.
A dívida foi contraída porque a empresa não tinha os recursos para bancar o pagamento de parcela dos financiamentos internacionais feitos para o programa de saneamento Paranasan. Segundo Requião, a Sanepar volta a funcionar nos moldes de uma empresa de sociedade autônoma, sendo que o Estado vai assumir todas as diretorias. Ao grupo privado, que continua sócio da empresa, será delegado duas representações no Conselho de Administração.
Requião sabe que pode enfrentar uma batalha jurídica pela frente, mas manifestou confiança no ''espírito público dos juízes que vão analisar o caso''. O futuro presidente da empresa avisou que, ao assumir a Sanepar, vai cancelar as licitações e contratos feitos em 2002. E está providenciando uma auditoria na companhia,a ser feita por 15 profissionais, que vão analisar os contratos celebrados no último ano.

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