Estado mantém atenção contra aftosa
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sexta-feira, 07 de outubro de 2011
Mariana Fabre <br>Reportagem Local 
Na tentativa de conter a entrada do vírus da febre aftosa, o Paraná mantém as ações de controle e prevenção. ''Da nossa parte, vamos manter a atenção máxima até que o problema seja resolvido no Paraguai'', ressalta o diretor do Departamento de Fiscalização e Defesa Sanitária (Defis), Marco Antonio Teixeira Pinto. As medidas foram iniciadas no dia 19 de setembro, após a confirmação do foco da doença no país vizinho.
Segundo ele, parte do contingente de técnicos permanece deslocado para a região da fronteira para atuar no sistema de vigilância. ''O pessoal foi deslocado para evitar a entrada da doença e ter pronta ação no controle, caso necessário'', explica. Além disso, o apoio ao Ministério da Agricultura no controle do trânsito nas barreiras internacionais também continua reforçado. Outra medida adotada é a visita às propriedades de risco. O diretor do Defis esclarece que as propriedades consideradas de risco são aquelas em que há grande movimentação de animais e aquelas cujos proprietários também possuem terras no Paraguai.
''Não temos nenhuma informação precisa sobre a situação da doença no Paraguai'', revela. A região afetada - Departamento de São Pedro - é uma das mais importantes para a pecuária paraguaia e conta com um rebanho aproximado de 1,4 milhão de cabeças. Após a confirmação do foco, 820 animais foram abatidos. ''Por ser uma doença de fácil disseminação, quando ela ocorre é muito difícil ter só um foco'', afirma.
Apoio internacional
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento comunicou que vai disponibilizar especialistas para auxiliar as autoridades paraguaias na investigação e erradicação do foco de febre aftosa. A decisão foi tomada em conjunto com os demais países integrantes do Comitê Veterinário Permanente do Conesul (CVP) e o trabalho será feito por meio do Departamento de Saúde Animal (DSA). O Ministério vai contribuir com apoio operacional e de especialistas das áreas de epidemiologia, vigilância e diagnóstico laboratorial, além das medidas de prevenção que já vêm sendo intensificadas.
O diretor do Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal do Paraguai (Senacsa, sigla em espanhol), Primo Feltes Bagnoli, garantiu que o país vem adotando todos os procedimentos previstos no manual do Centro Panamericano de Febre Aftosa (Panaftosa) para controlar o foco da doença. Até o momento, calcula-se que foram gastos US$ 500 mil do total de US$ 1 milhão do fundo de emergência disponibilizado pelo governo para as ações de contenção da doença. A estimativa é de que os prejuízos alcancem os US$ 300 milhões até o final do ano no Paraguai.
Em carta oficial, o representante regional da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, sigla em inglês) para as Américas, Luis Barcos, avaliou como ''excelente'' o trabalho realizado pelo Brasil para controlar e erradicar a febre aftosa, principalmente nas fronteiras.


