Em setembro, o Paraná foi o estado sulista com melhor desempenho na geração de empregos e registrou o quinto maior saldo no mês de setembro desde 2004, com a criação de 13.157 novas vagas de trabalho. Em contrapartida, os 209.078 postos criados no Brasil representam o pior resultado para o mês desde 2006. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho.
No Estado, os setores que mais geraram vagas foram serviços com 5.011 empregos, comércio (4.850) e construção civil (1.493). A economista Lenina Formaggi, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), observou que quase todas as vagas da construção foram criadas em Curitiba (1.133). ''Embora não seja um número muito alto, ele fez com que o saldo geral fosse muito bom'', considerou. Na Capital, o setor que mais gerou emprego foi o de serviços com 1.934 novas vagas, seguido da construção civil e do comércio (815).
Nos primeiros nove meses do ano, o Paraná gerou 137.862 empregos, um aumento de 5,78% em relação ao estoque de assalariados com carteira assinada do final do ano de 2010. Curitiba foi a cidade que mais criou novas vagas (4.960), seguida de Cascavel (945), Foz do Iguaçu (505), São José dos Pinhais (479), Francisco Beltrão (344) e Maringá (329).
Londrina
Na contramão do crescimento do Estado, Londrina perdeu 195 vagas de trabalho em setembro, sendo o pior desde 2004. No mesmo mês do ano passado, o município tinha gerado 183 novas vagas. ''O saldo já tinha sido ruim em 2010, visto que 2008 e 2009 registraram criação de mais de mil vagas cada'', disse a economista do Dieese. ''Observamos que desde do ano passado a geração de vagas em Londrina começou a cair'', acrescentou.
A FOLHA não conseguiu contatar a gerência da Agência do Trabalhor de Londrina.
No País
Em setembro, as admissões somaram 1.763 milhão e os desligamentos totalizaram 1,553 milhão. O saldo no mês foi superior às 190.446 vagas criadas em agosto, mas ficou abaixo dos 246.875 postos de trabalho gerados em setembro do ano passado. O resultado ficou dentro do intervalo previsto pelo mercado, entre 150 mil e 240 mil postos, mas superou a mediana das estimativas, de 175 mil vagas formais.
De acordo com Lenina, já era esperado um crescimento mais fraco para o Brasil neste ano, visto que 2010 foi forte por ser um ano de recuperação da crise financeira e também por conta do momento de turbulência da nova crise.
Nos nove primeiros meses de 2011, o montante de empregos gerados chegou a 2.079.188 de postos de trabalho, equivalentes ao crescimento de 5,78% em relação ao estoque de empregos de dezembro de 2010. (Com Agência Estado)

Imagem ilustrativa da imagem Estado lidera geração de emprego no Sul