O pedido do governo estadual para que o Paraná seja declarado área livre de transgênico estava incompleto. Um novo ofício terá que ser enviado ao Ministério da Agricultura. O chefe do Departamento de Fiscalização e Defesa Agropecuária (Defis) da Secretaria da Agricultura, Felisberto Batista, debateu ontem sobre o assunto com a Procuradoria Geral do Estado (PGE).
O Paraná proibiu o plantio, comercialização, industrialização, importação e exportação de alimentos transgênicos. De acordo com Batista, o Paraná cumpre todas as exigências instituídas pelo ministério para ser considerado área livre de transgênico. Já foram enviados dois pedidos: um via fax, considerado inválido, e outro que não atendeu todos os pontos que constam na Instrução Normativa nº 14, que regulariza o assunto. ''Não adianta apenas colocar dados, mas é preciso comprovar'', explicou o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Maçao Tadano.
A proibição de circulação dos transgênicos no Paraná criou um problema diplomático com o Paraguai. O país vizinho tem um entreposto no Porto de Paranaguá, sobre o qual tem soberania. O superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Eduardo Requião, pretende tratar do assunto com o presidente do Paraguai, Nicanor Duarte, nos próximos dias. ''O tema está sendo tratado a nível de chancelaria e, por isso, estamos no aguardo'', disse o delegado-administrador do entreposto, Gregório Areco. A reunião deveria ter ocorrido já nessa semana, mas não foi possível por motivos de agenda, segundo a assessoria de imprensa da Appa. Areco confirmou que será feita uma reunião, com o objetivo de também incrementar a movimentação de cargas paraguaias por Paranaguá. (R.F.)

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