O ministro dos Transportes, Auderico Jefferson de Lima, esteve ontem em Curitiba para assinar, como o governo do Estado, o ato de delegação da administração dos portos de Paranaguá e Antonina para o governo do Estado pelos próximos 25 anos. Na prática, essa mudança não implica alterações no funcionamento dos portos. Significa apenas que o Estado que antes tinha a concessão dos portos passa a ser uma espécie de agente administrador, com função de definir melhorias, investimentos e de fiscalização.
A renovação do contrato entre Estado e União é uma adaptação às leis federais 8.630/93, a ''lei de modernização dos portos'', que criou a autoridade portuária, e 9.277/96, instituindo a exploração dos portos brasileiros na forma de delegação. Hoje, de acordo com o ministro, dos 80 portos brasileiros, só três ainda funcionam na forma de concessão.
''A regularização do porto de Paranaguá era muito importante, já que trata-se de um dos mais importantes do País, e que vem respondendo muito bem ao esforço nacional de aumentar a exportação'', afirmou o ministro. A meta do governo federal, segundo ele, é elevar as exportações no próximo ano para US$ 100 bilhões, mesma quantia de importação, de forma a zerar a balança comercial.
Segundo o governador Jaime Lerner, o porto de Paranaguá já aumentou este ano em 32% suas movimentações em relação a 2000. ''E esperamos que o porto se solidifique ainda mais como um pólo exportador'', disse. As atividades do porto de Paranaguá estão praticamente todas privatizadas. A única função controlada pelo poder público ainda é o Corredor de Exportação. Mas, de acordo com o governador, está prevista para breve a privatização também do ''silão'' (local por onde escoam os produtos agrícolas).

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