Estado faz ajuste sem demitir
O ano de 1999 foi marcado pelas antecipações de receitas de ICMS de grandes empresas, que ajudaram no fechamento das contas públicas. Para o governador Jaime Lerner, as antecipações não significam crime algum, mesmo porque elas são contabilizadas no mês de seus vencimentos. ‘‘O fato é que o ajuste foi feito sem demitir pessoal e o Estado está bem perto de ser enquadrado na Lei Camata’’, disse o governador.
Em 1998, os gastos com o funcionalismo foram de R$ 3.224.260.406,40 e no ano passado foram R$ 3.234.562.256,91, uma variação positiva de apenas 0,32%. Para o governador esse ajuste foi obtido graças à atuação do Crafe, que implementou vários cortes na folha, sem recorrer a medidas radicais.
Segundo Gionédis, o ajuste da folha foi obtido com o corte nos penduricalhos da folha de pagamentos como o efeito cascata dos salários do pessoal efetivo. As gratificações passaram a recair somente sobre o salário-base, reduzindo as despesas. Também foram cortadas as horas extras, extintos 770 cargos em comissão e cortados 10% nas gratificações dos encargos especiais. Houve cortes ainda em 70% dos cargos de inspetor de educação, chefe de postos de trânsito e agentes de segurança.
Lerner disse que foi difícil manter o emprego durante o processo de ajuste, mas salientou que ‘‘ sempre acreditou que isso seria possível’’. Lembrou que um dos setores fortes de seu governo é o investimento no social e não podia abrir mão do pessoal.

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