Curitiba O Paraná está em segundo lugar no ranking de exportações brasileiras. No primeiro quadrimestre do ano, as vendas paranaenses responderam por 9,67% do total das exportações brasileiras, ficando somente atrás de São Paulo, que responde por mais de 30% das exportações nacionais. O Estado também apresenta o segundo maior saldo acumulado do ano, que chega a US$ 2 bilhões. Este valor representa 17,83% do superávit brasileiro.
Por causa desse bom desempenho, o Paraná foi um dos estados escolhidos para integrar o Plano Estratégico de Promoção Comercial, lançado pelo governo federal em janeiro deste ano. O plano é coordenado pela Agência de Promoção de Exportações do Brasil (Apex).
Ontem, representantes da Apex reuniram-se com o secretário estadual de Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Luís Guilherme Mussi, e com o secretário do Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Ivam Ramalho, para definir as estratégias para aumentar o volume exportado pelo Paraná, bem como diversificar a pauta de produtos e ampliar a base de empresas exportadoras.
Segundo Mussi, dentro de um prazo máximo de 30 dias serão escolhidos cinco setores da economia paranaense, que receberão o apoio da Apex para ampliar sua participação no mercado externo ou se inserir nele.
O trabalho da Apex será, basicamente, prospectar o mercado para os setores selecionados. Ou seja, a agência colocará à disposição dos empresários, informações sobre quais os produtos que o mercado externo precisa e em qual demanda, quais os países que têm essa necessidade, quais os preços praticados pelos concorrentes e quais as barreiras tributárias que cada produto vai enfrentar. Com base nessas informações, o empresário terá condições de
investir num produto que terá mercado garantido.
O presidente da Apex, Juan Manuel Quirós, conta que a agência já desenvolve projetos com seis setores paranaenses. Segundo ele, a Apex já investiu R$ 6,2 milhões nesses setores e há previsão para investimento de mais R$ 1,1 milhão este ano. Nestes projetos, no entanto, a Apex custeia 50% do valor necessário para a prospecção, enquanto o próprio setor banca os outros 50%. No plano que será desenvolvido a partir de agora, os índices de investimento que serão exigidos do setor empresarial ainda não estão definidos. ''Vai depender da contrapartida da secretaria estadual'', informou Quirós.

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