O projeto Ferroeste não termina em Cascavel. Os prolongamentos para Guaíra e Foz do Iguaçu são estratégicos para atrair negócios do Mercosul. Estimativas preliminares mostram que para construir o trecho de 168 quilômetros Cascavel-Guaíra seriam necessários investimentos R$ 101 milhões.
O trecho Cascavel-Foz do Iguaçu de 165 quilômetros alcançaria custos de R$ 150 milhões. O governo do Estado tem intenção de repetir o modelo Ferroeste, abrindo a estrada e colocando os trilhos e depois entregando-a à iniciativa privada.
O presidente da Ferroeste, Osíris Stenghel Guimarães, diz que a chegada dos trilhos da Ferroeste a Cascavel vai possibilitar, a curto prazo, a integração continental, através da ferrovia, entre os oceanos Atlântico e Pacífico. Ele lembra que a Ferroeste está no centro da região compreendida entre Belo Horizonte e Buenos Aires, onde estão 120 milhões de pessoas que geram 75% do PIB da América Latina.
Mesmo sem os prolongamentos, a importância da Ferroeste para o Oeste do Paraná, responsável por 34% da produção de grãos no Estado, é fundamental. Uma das primeiras consequências é a queda nos custos do frete.
Projeções dão conta que o impacto da ferrovia já começa no ano que vem, quando deverá transportar cerca de 30% da produção da região. A queda nos preços dos fretes dará mais competitividade aos preços agrícolas. Para se ter uma idéia, o custo do frete nos EUA para um percurso de 800 km é de US$ 12,50 por tonelada, enquanto que no Brasil chega a US$ 29,00.
A ferrovia vai se integrar à malha rodoviária estadual, ao sistema hidroviário e à malha ferroviária já existente. Esta estrutura deve atrair cargas de outras regiões próximas ao Oeste paranaense. A ampliação e modernização do Porto de Paranaguá, a construção da ponte sobre o Rio Paraná, em Guaíra, e mais uma ponte, já concluída, ligando o Paraná à Argentina. A previsão é que a conclusão desse projeto dará ao Paraná um sistema de escoamento da produção agrícola eficiente e econômico.
O secretário dos Transportes, Deni Schwartz, observa que ‘‘todo este trabalho de mudança da cultura multimodal (vários modelos de transporte) e logística (operação integrada entre ferrovia e portos) de transportes, vai promover uma transformação social e cultural no Paranᒒ.

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