Estado deverá retomar status em 2008
O Paraná deverá retomar o status de área livre de febre aftosa com vacinação ainda no primeiro trimestre do próximo ano. Segundo o ministro Reinhold Stephanes, da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento, a situação estadual será analisada, primeiramente, pelo comitê científico da Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) e, posteriormente, o assunto será discutido em reunião geral. Ele ainda afirmou que, efetivamente, não houve aftosa no Paraná mas que ocorreram ''questões mal colocadas''.
De acordo com o ministro, o Mapa está desenvolvendo trabalho, junto à União Européia, para que os embargos comerciais sejam levantados antes mesmo da retomada do status, conferido pela OIE. ''Estamos caminhando rapidamente para atender todas as exigências da União Européia'', disse. Stephanes acrescentou que o Brasil já introduziu várias exigências européias, como o controle de vacinas, guias de trânsito emitidas em papéis que evitam falsificação e nova legislação de combate à aftosa.
Ele lembrou que, no caso do Paraná, ''houve uma sucessão de questões mal colocadas'' que levou o Estado a passar à condição de suspeito (de aftosa). ''Depois que entra na condição de suspeito não tem mais volta, aí tem todo um ritual a cumprir, é um processo longo, mas todas as condições foram resolvidas'', comentou.
Fronteiras - Ele disse que o governo federal está cumprindo o seu papel, uma vez que durante a sua gestão cumpriu rigorosamente todas as questões sanitárias para liberar dos embargos o Paraná e o Mato Grosso do Sul. Além disso, o governo federal criou um programa de atuação nas fronteiras, dentro das normas ditadas pela OIE. Foram mapeadas todas as propriedades localizadas em um raio da fronteira de 15 quilômetros para cada lado, onde a vacinação é assistida por técnicos dos ministérios e o controle do trânsito de animais é feito de forma rigorosa.
O trabalho também está sendo feito com a Bolívia, inclusive, com subsídios brasileiros de vacinas. ''Estamos sendo muito rígidos. No último mês sacrificamos gado da Bolívia que estava entrando no Brasil de forma irregular. Não podemos mais brincar, a defesa é uma questão estratégica, quase uma questão de segurança'', ressaltou. (F.M.)





