A Secretaria da Fazenda lança no início da próxima semana edital de licitação pública para escolher a empresa que vai fazer a formatação do processo de privatização do Banestado. A empresa de consultoria será responsável pelo levantamento dos dados financeiros do banco e por apontar qual o melhor processo para a venda da instituição financeira à iniciativa privada. O processo de licitação deverá estar concluído num prazo máximo de 45 dias, sendo que a empresa vencedora será escolhida pelos critérios de melhor preço e capacidade operacional.
A formatação do banco é um procedimento considerado de rotina nas instituições que passam pela privatização. O Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge) foi formatado por um grupo empresarial composto pelo Pactual, enquanto o Banco do Estado do Rio de Janeiro (Banerj) foi avaliado pelo Bozzano. O Banco del Paraná - extensão paraguaia do Banestado - também passou por um processo de auditoria interna, que foi feito pela empresa de consultoria Ernst & Young. As ações do Banestado no Del Paraná, que será leiloado no início do próximo mês, foi avaliado por US$ 15 milhões pela Ernst & Young.
Após a conclusão do trabalho da empresa de consultoria, quando já será possível ter a melhor forma de venda, a Secretaria da Fazenda fará a oferta pública para os interessados. Os bancos e instituições financeiras que se interessarem pela compra do Banestado poderão acessar as informações sobre o banco, inclusive, na Internet. Eles se pré-qualificarão para adquirir o controle acionário da instituição.
A privatização do Banestado tem de ser feita até o dia 30 de junho para que se evite nova negociação entre governo do Estado e Banco Central. Pelo contrato assinado com o BC, após a data limite para a privatização, haveria a federalização do Banestado, o que pode se traduzir pela compra das ações por parte do Banco Central.
O secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, afirmou ontem que a nova diretoria do Banestado conseguirá vencer o prazo de privatização. ‘‘O prazo é curto, mas nós conseguiremos vencer, pois trabalharemos voltados para este objetivo’’, afirmou Gionédis. O secretário defendia que o prazo de um ano para a privatização do Banestado começasse a contar após a aprovação da operação pelo Senado, mas o Banco Central exigiu que a contagem regressiva iniciasse após a assinatura do contrato.

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