Rio - A Universidade Estácio de Sá, segundo maior grupo educacional de ensino superior do País, prevê expansão para o interior do Paraná. As atenções estão voltadas para as regiões metropolitanas de Londrina (RML) e Maringá (RMM). "É um mercado importantíssimo e de grande valor na Região Sul do Brasil. A gente vai com muita força", definiu o presidente Rogério Melzi, em entrevista concedida durante o 5º Fórum de Docentes da Estácio, no Rio de Janeiro.
Esta é só mais uma das etapas de expansão do grupo, iniciada na década passada, que fez a instituição deixar o Rio de Janeiro e alcançar 20 Estados. A Estácio conta hoje com 77 campi e mais de 334 mil estudantes matriculados nos diversos cursos presenciais e a distância de graduação, tecnológico e licenciatura nas áreas de Ciências Exatas, Biológicas e Humanas. Há também cursos de pós-graduação lato sensu presenciais e a distância e mestrado e doutorado.
A instituição saiu de 116 mil alunos em 2008 para 334 mil este ano, crescimento de 187%. O resultado foi impulsionado pelo empréstimo de R$ 124 milhões obtido há dois anos no International Finance Corporation (IFC), braço do Banco Mundial, dinheiro que ajudou no processo de aquisição de 11 instituições de ensino superior nos últimos anos e fizeram as ações na bolsa subirem de R$ 16 para R$ 52.
"É uma expansão calculada, que passa pela análise demográfica e de mercado, que visa oferecer melhor qualidade de ensino. Observamos cidades do interior com mais de 300 mil habitantes, localizadas em pontos estratégicos, praças com potencial de desenvolvimento", disse Rogério Melzi. "A predileção é para cidades maiores ou em crescimento. Elencamos 50. O Paraná é tão importante que criamos até uma regional sul para coordenar nossas ações nesses estados", explicou o diretor de Marketing da Estácio, Pedro Graça.
Por ser a quarta maior cidade da região sul do País, Londrina foi identificada como uma das peças desse processo de expansão da Estácio. Por pouco a instituição não entrou na RML. "Houve (um namoro), não há mais", ressaltou o presidente Rogério Melzi. A Estácio de Sá tentou negociar a compra da Universidade Norte do Paraná (Unopar). Os valores oferecidos não são revelados, tampouco se houve um leilão, mas o
negócio foi fechado pela Kroton, maior concorrente da instituição carioca, por
R$ 1,3 bilhão.
Melzi garante que "houve conversas" com outras instituições londrinenses, mas sem avanços. A Estácio agora tem a intenção de implantar polos de ensino a distância (EAD) em Londrina e Maringá. "Os pedidos já foram encaminhados ao MEC (Ministério da Educação)", afirmou. A instituição ainda mantém um centro em Curitiba, onde oferece seis cursos de graduação, três tecnológicos e 16 pós-graduações. "Nosso espaço ficou pequeno. Estamos verificando áreas para a construção de um novo centro e ampliação dos cursos ofertados", garantiu. O investimento pode girar na ordem de R$ 10 milhões.

O repórter viajou ao Rio de Janeiro a convite da Universidade Estácio de Sá

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