As rodadas de negócios promovidas durante a 1 Estação Fashion Londrina, realizada no Centro de Eventos (zona sul), podem render às 61 empresas participantes até US$ 5,5 milhões anuais em negócios, segundo estimativas do técnico do Sebrae Paulo di Chiara. O evento, encerrado ontem, reuniu 61 empresários do segmento têxtil de Londrina e região com 14 compradores de oito países, para estabelecimento de contatos para exportação e fixação das marcas paranaenses no exterior.
O técnico do Sebrae estima que somente nos dois dias de duração do evento mais de US$ 200 mil em negócios foram fechados. Paulo di Chiara acredita, porém, que o efeito mais importante da Estação Fashion não seja o volume de negócios, mas sim a desmistificação do processo de exportação. ''Os pequenos empresários precisam criar o conceito de exportação. É importante, pois ajuda na hora de superar crises internas e na geração de empregos'', diz. Cerca de 90% das indústrias que participaram do evento são consideradas de pequeno porte.
O Sebrae calcula que a cada US$ 5 mil exportados uma vaga de emprego é criada. Se as perspectivas de negócios estabelecidos durante o evento se confirmarem, 1.100 novas oportunidades podem ser criadas por ano. As 400 indústrias têxteis da região empregam atualmente 12 mil trabalhadores.
A 1 Estação Fashion Londrina foi considerada por Chiara um ''batismo de fogo'' para os organizadores do evento (a Associação Comercial e Industrial da cidade e o Sindicato das Indústrias de Vestuário do Paraná). ''E o melhor é que o saldo foi extremamente positivo: alguns compradores levaram todas as amostras das fábricas londrinenses'', conta.
A proprietária da marca Mulher Elástica, Maria Aparecida Krzyzanowski, foi uma dos empresários que participaram da rodada para promover contatos com compradores do exterior. Ainda ''engatinhando'' no processo de exportação, Maria Aparecida diz ter criado ''boas expectativas com relação ao ínicio das vendas ao exterior''.
Quem fechou negócios durante a Estação Fashion também comemorou. Divonsir Tadeu Dianin, proprietário da DMS Indústria e Confecções Ltda, já exporta para os Estados Unidos, mas aproveitou os contatos para iniciar negociações com compradores da Argentina e da Alemanha. ''Além disso, esses encontros nos ajudam a agregar informações essenciais para conhecer as necessidades de outros mercados'', disse.
A diferença entre demandas foi justamente o que impediu os representantes da EuroMax, importadora e distribuidora canadense de confecções, a aumentar o leque de negócios durante o evento. ''Trabalhamos com outros tipos de produtos. Importamos coleções completas'', explicou o presidente da empresa, Maxime Jean Bilodeau, ressaltando, no entanto, a importância de encontros como este: ''Somente assim, oferta e procura se conhecerão''.

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