Estação Fashion em busca da qualidade
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2004
Betânia Rodrigues<br> Reportagem Local 
A segunda edição do Estação Fashion Londrina será marcada pelo aprimoramento das relações comerciais. Desta vez, haverá mais tempo para selecionar os participantes das rodadas de negócios e desfiles. Esta noite, realizadores, organizadores e indústrias terão a primeira reunião para discutir a feira, marcada para setembro. O encontro será na sede da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), a partir das 19 horas.
''Ano passado, gasta mos cerca de 40 dias entre planejamento e organização, mas, felizmente, o resultado ficou acima das expectativas'', lembra David Dequêch Neto, presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) que é realizadora do evento junto com o Sindicato Intermunicipal das Indústrias do Vestuário do Paraná (Sivepar).
Este ano, o Estação Fashion terá duas noites de desfile e três dias para contatos entre as indústrias e compradores internacionais. Palestras e workshops voltarão a ilustrar o evento marcado para a segunda quinzena de setembro, no Centro de Eventos de Londrina. Segundo a diretora de arte Lúcia Wander, da Fashion House (organizadora), essa edição será tematizada e apresentará a coleção verão fabricada em Londrina.
Para Paulo Di Chiara, consultor do Sebrae/Londrina, o Estação Fashion serve para fortalecer as grifes e testar o potencial das empresas ante a provável abertura da Área Livre de Comércio das Américas (Alca). A expectativa é que 34 países do continente participem do grupo que terá como base a extinção gradativa da taxa de importação que, no caso do Brasil, é de 20%. ''Para competir à altura, precisaremos agregar valor ao nosso produto como fazem na Europa, por exemplo'', opinou Marcos Koslovski, presidente do Sivepar.
Na primeira edição, em novembro do ano passado, 12 empresas expuseram seus modelos na passarela enquanto compradores de 14 países discutiam contratos prospectados na ordem de US$ 5 milhões para 2004. Segundo Di Chiara, esses números não deverão variar muito dessa vez. A diferença estará no aumento da possibilidade de concretização dos negócios que depende da escolha dos participantes. ''Ao mesmo tempo em que buscamos no exterior o perfil adequado de consumidor, preparamos os empresários paranenses para oferecerem produto, produção e preço atrativos'', disse o consultor do Sebrae/Londrina.
Da mesma forma que Maringá, Curitiba e, futuramente, Cascavel, Londrina pretende abrir o mercado exterior para sua indústria têxtil. Um dos grandes incentivadores é a Agência de Promoção e Exportação (Apex) que, desde o início, patrocina a rodada de negócios da Estação Fashion como parte de um projeto estadual. Ao que tudo indica, este ano ela dividirá a honra com nomes fortes do setor ainda não revelados.


