Foram iniciadas ontem as obras de construção da Estação Aduaneira do Interior ou Porto Seco de Cascavel que estarão concluídas em prazo recorde, até o dia 17 de junho deste ano. A informação é de Horácio Guimarães, diretor-executivo da Ferropar, que é parceira da Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar) e da Transportadora Lua de Prata no consórcio CFL, responsável pela construção e administração da futura Eadi.
O Porto Seco funcionará junto ao terminal ferroviário da Ferropar e inicialmente contará com um armazém de 2 mil metros quadrados para a estocagem e desembaraço de mercadorias importadas e exportadas, além de área de recepção e expedição, escritórios próprios e destinados à Receita Federal. Numa segunda etapa será implantada infra-estrutura e armazéns para cereais.
Segundo Horácio Guimarães, a estação aduaneira vai agilizar e estimular exportações da indústria local e regional, além de possibilitar maior competitividade aos cereais e produtos agropecuários, exportados através de Paranaguá. Em média, a região polarizada por Cascavel exporta anualmente 1,5 milhão de toneladas de soja. Embarcada através da Eadi, a produção seguirá por trem ou rodovia, em regime de trânsito aduaneiro, com passagem livre pelo porto ou fronteira de país vizinho. Isso equivale a maior agilidade e economia para os usuários.
O consórcio foi o único concorrente à licitação promovida recentemente pela Receita Federal e tem concessão para exploração dos serviços pelos próximos dez anos. O projeto global, segundo Horácio Guimarães, teve seu custo inicialmente orçado em R$ 2,5 milhões, mas deverá ser sensivelmente reduzido, já que as obras serão realizadas em regime de administração direta.
Na avaliação de Horácio Guimarães, ‘‘o porto seco será um aliado importante na busca de mercados externos e também para a consolidação de Cascavel como um dos maiores entroncamentos rodo-ferroviários do Sul do País’’.

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