Os sindicatos que representam os empregados da Copel não ficaram satisfeitos com os benefícios incluídos no edital de privatização da Copel. Eles queriam estabilidade de emprego de cinco anos e não de 18 meses como foi colocado. O argumento que eles usam é que em um ano e meio os novos donos da companhia de energia não teriam tempo para demitir funcionários, pois a estrutura da empresa já é enxuta. A empresa tem 6,1 mil trabalhadores.
O pedido de cinco anos de garantia de emprego foi encaminhado na semana passada para a empresa devido à negociação da campanha salarial. Ainda não houve resposta, mas as chances de haver aceitação são remotas. ''Se a estrutura da Copel será mantida por cinco anos, por que não é possível garantir emprego pelo mesmo período?'', questionou ontem o presidente do Sindicato dos Engenheiros (Senge), Carlos Roberto Bittencourt. Dezesseis sindicatos representam hoje os empregados da Copel.
Tanto o Senge quanto o Sindicato dos Eletricitários do Paraná se colocaram ainda contrários à adesão dos funcionários à compra de ações da Copel com desconto de 50%. ''Seria antagônico aceitar comprar ações da empresa que não queremos que seja privatizada'', afirmou o presidente do Sindicatos dos Eletricitários, Jefferson Sepeca. Ele considera que a ação do governo é para ''ganhar o silêncio dos empregados''.
A oferta de ações aos funcionários de uma estatal tem sido prática corrente nas privatizações. Foi assim no Banestado. No caso da Copel, os funcionários poderão comprar ações com desconto de 50% e depois vender pelo preço mínimo, o que representará um ganho financeiro. (C.M.)

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