'Está havendo intenções forçosas de fazer bloqueios'
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terça-feira, 10 de novembro de 2015
Andréa Bertoldi<br>Reportagem Local 
O presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Bueno, disse que o movimento iniciado ontem, não é uma greve, mas uma manifestação. "Não existe uma pauta dirigida aos interesses dos caminhoneiros. Por isso, a CNTA não se posiciona favorável a outros interesses que não sejam específicos da categoria", disse. Segundo ele, a paralisação tem interesses políticos e é organizada por pequenas empresas e frotistas.
"Está havendo intenções forçosas de parar e fazer bloqueios nas estradas", afirmou. Ele disse que vê com bastante preocupação essa manifestação. "Nas últimas manifestações tivemos inclusive a morte de dois caminhoneiros. O que nos preocupa muito é isso ser utilizado de forma irresponsável que não seja voltado exclusivo para os interesses da categoria", afirmou.
Ele fez questão de ressaltar que a manifestação está sendo organizada via internet e redes sociais sem nenhuma entidade oficial liderando o movimento. Bueno disse que entre as reivindicações da categoria que o governo federal ainda não atendeu estão subsídio do PIS e Cofins na aquisição de diesel para os caminhoneiros autônomos; isentar a cobrança de pedágio sobre os eixos suspensos e um programa de subsídio para aquisição de novos veículos voltado aos caminhoneiros autônomos que possuam caminhões com mais de 30 anos de uso.
Além disso, a categoria quer a portabilidade para os financiamentos dos programas Pró-caminhoneiro e Finame para que todos sejam atendidos pelo Banco do Brasil e a reserva de 50% das cargas para os autônomos. "O assunto mais importante é a questão econômica. O caminhoneiro precisa de carga e isso depende da evolução da economia", disse.
O presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Paraná (Fetranspar), Sérgio Malucelli, disse que a entidade é contra a paralisação. "Não é o momento. Estamos a pouco mais de um mês do Natal", afirmou.


