Cláudia Lopes
De Londrina
A Companhia Esso de Petróleo está entrando com ação judicial contra três postos de Londrina: Santo Expedito, Tauane e Meninão 2 (antigo São Vicente). A Esso vai à Justiça tentar fazer valer os contratos de exclusividade com os postos Santo Expedito e Tauane. ‘‘Se a Justiça não der ganho de causa a nosso favor, queremos que estes postos paguem a multa por rescisão contratual e nos devolvam os equipamentos’’, disse à Folha, ontem, o gerente de vendas no Paraná, Oli Sachet. Ele informou que a Esso já tem uma ação de despejo contra o Posto Meninão desde outubro passado. ‘‘O imóvel é nosso mas os arrendatários não compram combustível da Esso’’.
Segundo Sachet, por não conhecer a procedência dos combustíveis comprados pelos três postos, a Esso não pode garantir a qualidade ao consumidor. ‘‘Além de não cumprir o contrato, estes postos desrespeitam os consumidores. Mesmo que coloquem avisos informando a procedência dos combustíveis, muitos clientes consideram apenas a marca da bandeira’’, afirma.
Paulo Nolasco, advogado do proprietário do Posto Santo Expedito - Hamilton Cobo Pires -, disse ontem à Folha que o problema da Esso é com o dono das instalações. ‘‘Meu cliente alugou o posto. O proprietário, que eu não lembro o nome, não falou nada de contrato de exclusividade com a Esso. Não estamos vinculados a nenhuma bandeira’’, disse. ‘‘A Esso não tomou nenhuma providência judicial e, se tomar, contestamos’’.
O gerente do Posto Meninão 2, José Paulo Freiria, confirma que o posto foi arrendado da Esso. ‘‘A companhia está movendo uma ação de despejo contra nós e não quer conversa. Já tentamos negociar preços melhores mas a Esso nem dá retorno’’, reclamou. O sócio-proprietário do posto Tauane, Vagner Valério, afirmou não ter recebido comunicação da Esso. ‘‘Arrendamos o posto de uma dentista e não temos nenhum contrato de exclusividade com a companhia. Já estamos consultando um advogado para entrar na Justiça contra a Esso por prejudicar a imagem do posto’’, disse. No domingo, a Esso publicou anúncio na Folha alertando os consumidores sobre irregularidades nos três postos.

mockup