Esquenta briga entre Acil e sindicato
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 16 de março de 2004
Betânia Rodrigues<br>Reportagem Local 
O presidente da Associação Comercial de Londrina (ACIL), David Dequêch Neto, deve impetrar, hoje, uma interpelação judicial contra o Sindicato do Empregados no Comércio de Londrina que o acusou de crime de incitação à desobediência civil. Segundo a assessoria jurídica da ACIL, a denúncia feita ao Ministério Público do Trabalho é vaga e, portanto, merece uma explicação. Este é mais um capítulo da novela sobre o funcionamento das lojas aos sábados à tarde.
Um aditivo à convenção coletiva de trabalho dos comerciários é o responsável pela retomada da polêmica. Segundo José Lima do Nascimento, presidente do sindicato que representa a categoria, o documento apenas ratifica a convenção que autorizou a abertura dos estabelecimentos um sábado de cada mês. O problema é que ele proíbe o expediente nos demais finais de semana. Para Dequêch, esse documento não tem valor porque não resultou de uma assembléia como exige a lei. Baseado na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e na própria convenção dos comerciários, ele informou aos lojistas que não havia impedimento para que as lojas abrissem mais de um sábado por mês. Mesmo assim, vários deles foram multados. ''O ressarcimento do dinheiro gasto por uns e perdido por aqueles que não trabalharam será a tônica de uma ação que será impetrada em breve'', adiantou o presidente da ACIL que afirmou ter sido isento da acusação pela Procuradoria do Ministério do Trabalho.
Nascimento alega que a confecção do aditivo não exigia a convocação de uma nova assembléia. Quanto à interpelação judicial proposta por Dequêch, Nascimento disse que é um direito dele reclamar e seu apresentar defesa. O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina (Sincoval), Uzier de Carvalho, não quis se manifestar, mas disse que o assunto será discutido por sua diretoria.


