Esqueletos sem futuro certo
Atrás dos edifícios Mozart e Strauss, em uma rua que oficialmente ainda não tem nome, outras duas obras para as quais a Encol deu nomes glamourosos, Villagio di Roma e Mont Serrat, sofrem com as ações do tempo e de vândalos.
Em estágio menos avançado do que os prédios vizinhos, os dois ''esqueletos'' têm situações distintas. O Villagio di Roma tem nove lajes concluídas e foi vendido ao empresário William Raphael de Oliveira, que é de Curitiba e atua no ramo imobiliário. Oliveira comprou o imóvel da família que era proprietária do terreno e que havia recebido apartamentos no prédio como pagamento por parte da Encol.
A advogada do empresário, Paula Dias, informa que seu cliente está estudando a viabilidade de conclusão da obra e tem a intenção de tornar, em um futuro ainda indefinido, o Villagio di Roma em uma realidade.
O Mont Serrat tem apenas sete lajes prontas e pertence a condôminos. A FOLHA não localizou nenhum que estivesse disposto a falar sobre o futuro do prédio. Praticamente metade dos apartamentos que deviam existir nele pertencem a um único empresário de Londrina.
Ex-advogada da Encol, Paula Dias comenta que ''já sabia que iria ficar para apagar a luz'' quando a empresa faliu, explicando que ajudou a encaminhar muito da parte burocrática das obras que a construtora começou em Londrina. Sobre o estado de inércia dos prédios, ela faz um alerta. ''Nada disso aqui está no nome da Encol. Todos os condôminos possuem escrituras. Portanto, a responsabilidade de qualquer coisa que vier a acontecer no prédio é de responsabilidade do condomínio. Além disso, qualquer tributo que não for pago pode levá-los à execução fiscal. O melhor seria que os condôminos se unissem e conseguissem concluir a obra'', destaca.
Já o prédio inacabado na rua Paranaguá, o Palm Springs, que tem 11 andares concluídos, foi todo comprado dos condôminos pelo grupo Dinardi, que recentemente repassou o edifício a um outro grupo empresarial de Londrina. O presidente desse grupo foi procurado pela reportagem, mas não quis conceder entrevista. Contudo, Maurício Dinardi, que preside a empresa que leva seu nome, informou que as obras de conclusão devem ser tocadas por sua construtora e vão começar em breve. (W.S.)





