Das sidras que não custam R$ 4 a garrafa aos tradicionais champagnes de mais de R$ 800,00, o que não falta no mercado são opções de espumantes para quem quer brindar o Natal e o Reveillon tilintando taças com este vinho leve, refrescante e efervescente. A boa notícia, segundo o sommelier Roberto Basso, é que a bebida nacional está cada vez melhor e sendo consumida não apenas nas festas de final de ano. ''Dá para comprar um bom espumante nacional na faixa dos R$ 20 ao R$ 40,00. O grande produto nacional é o moscatel; alguns têm qualidade superior aos internacionais'', aponta o especialista. As condições climáticas e o solo da Serra Gaúcha favorecem a produção da acidez das uvas, a qual é essencial para balancear a doçura deste espumante. Além disso, os enólogos brasileiros já se tornaram especialistas na elaboração desta bebida.
Os produtores nacionais não brindam as boas vendas apenas no final de ano. O consumo tem crescido anualmente, embora seja uma bebida nova ao paladar do brasileiro. De acordo com Basso, o consumo de espumantes no Brasil aumenta de 20% a 30% a cada ano. O Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) estima que 5 milhões de garrafas serão comercializadas em 2007. Segundo dados da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), somente no primeiro semestre, a produção de espumantes no Brasil alcançou 2,245 milhões de litros, um crescimento de 15% ante o mesmo período do ano passado. Até o fim do ano, a expectativa é que a expansão chegue a 20%. ''Este ano foi constatado o aumento do consumo do espumante rosé, principalmente entre as mulheres'', afirma o sommelier. A bebida possui um sabor intenso, mas não tão encorpado como o vinho tinto e, conforme, Basso, combina perfeitamente como o clima tropical brasileiro.
Somente a região de Champagne, na França, pode dar a denominação homônima aos seus espumantes. Nem mesmo outras regiões francesas podem chamar assim seus vinhos espumantes. Isso porque o desta região tem características específicas que propiciam as uvas aptas para um champagne. O vinho elaborado com essas características, em outros países, recebe a denominação de vinho espumante. O Rio Grande do Sul é responsável pela maior parte da produção brasileira. Segundo Basso, devido a tradição, solo e clima ideais, os espumantes franceses suportam mais de 10 anos de guarda. Já os produtores nacionais conseguiram atingir um nível de produção que suporta uma armazenagem de, no máximo, dois anos.
Mesmo que genericamente resultantes do ''aprisionamento'' do vinho em fase de fermentação, com muito gás carbônico dentro da garrafa, o espumante apresenta variações. A sidra é uma bebida preparada geralmente com suco fermentado de maçã ou pêssego. O mercado apresenta como lançamento a versão diet da bebida - sem álcool e açúcar - ideal para quem tem restrição ao consumo deste último. Já o frisante, conforme Basso, é acrescido de açúcar e gaseificado artificialmente. O sabor dele é mais leve e doce, porém, é uma bebida de qualidade inferior ao espumante. O prosecco é o espumante típico da Itália.
''A bebida é elaborada a partir de uma uva (varietal) do mesmo nome, originária do Vêneto'', explica.

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