Esporte fomenta economia local
Quando se fala em economia no Brasil os principais focos de atenção são direcionados ao agronegócio, à industria e ao turismo. O agronegócio, principalmente, tem um peso fundamental na formação do Produto Interno Bruto (PIB). Ele é responsável por 27% do PIB, algo em torno de R$ 300 bilhões.
Mas há um outro setor que começa a ser percebido como uma poderosa fonte de geração de renda e negócios: o esporte profissional. Os números mostram que o esporte e toda a economia que circula em sua volta vêm crescendo no Brasil a um ritmo muito superior ao de outros segmentos produtivos. Enquanto a economia brasileira cresceu 3,2% em média nos últimos dez anos, o PIB do esporte vem avançando, em média, 10,86% ao ano, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).
Não é um fenômeno apenas local. Nos Estados Unidos, segundo estimativa da empresa de consultoria Institucional Business Consultoria Internacional Ltda (IBCI)) o esporte movimentou US$ 234 bilhões em 2005. No Brasil, conforme a empresa de consultoria, no mesmo ano, o esporte movimentou US$ 15,6 bilhões, mas há muito ainda para crescer.
O esporte, segundo o presidente do Sindicato das Empresas de Consultoria, Assessoria, Perícias e Contabilidade de Londrina (Sescap-Ldr), José Joaquim Ribeiro, mesmo longe dos grandes centros, também precisa ser visto com atenção, pois é um importante fomentador das economias locais. ''Nós percebemos que ainda há algum preconceito dos empresários locais quando o assunto é investimento no negócio esporte. Porém é um erro. O esporte faz circular dinheiro e também funciona como um importante distribuidor de renda'', diz Ribeiro.
''Veja o caso, por exemplo, do Paranavaí que está na final do Campeonato Paranaense de futebol. Além das rendas dos jogos, os hotéis da cidade foram beneficiados, os restaurantes, as lojas de brindes, o clube aumentou a venda de camisas e outros produtos do time, Paranavaí ganhou mídia nacional positiva, tudo isso através do esporte. É dinheiro circulando. Isso sem contar as futuras negociações de direitos federativos dos jogadores que mais se destacaram na competição'', comenta Ribeiro.
O esporte, prossegue ele, impulsiona a economia de forma direta e indireta seja através da compra de ingressos para frequentar praças esportivas, aquisição de camisas, bandeiras do clube, ou um simples refrigerante para matar a sede. Só para ter idéia, um único jogo do Londrina Esporte Clube no Estádio do Café movimenta mais de duzentas pessoas entre atletas, equipes técnicas, bilheteiros, vendedores ambulantes, imprensa, equipes médicas, policiais, seguranças e vários outros profissionais.
Na última semana, por exemplo, uma competição de beisebol realizada pela ACEL, de Londrina, trouxe à cidade centenas de atletas e familiares. Estas pessoas vieram, se alimentaram, se hospedaram e deixaram um bom dinheiro no comércio local.
Londrina ainda tem o privilégio de contar com equipes na liga nacional de suas categorias, como o Handebol, Basquete e Futsal Feminino. Além de ser um importante pólo de atletismo.
''Algumas modalidades têm o apoio de universidades locais, como é o caso da Unopar que banca o futsal feminino, a Unifil no handebol e a Inesul, no basquete. Mas ainda é pouco. É preciso que as iniciativas sejam mais ousadas e o poder público e as empresas precisam apoiar e fomentar novas modalidades. O esporte, além de ser uma atividade saudável, ocupar a garotada e ajudar a reduzir a violência, ainda é gerador de receita. É preciso vê-lo como negócio. O esporte faz bem para o corpo mas também para o caixa das empresas''.
Fonte: Sindicato das Empresas de Consultoria, Assessoria, Perícias e Contabilidade de Londrina (Sescap-Ldr)





