Espírito empreendedor é a chave para o sucesso
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quarta-feira, 17 de maio de 2006
Erika Zanon<br>Reportagem Local 
Colocar a mão na massa, literalmente. Foi assim que Nélio Luis Jorge, 28 anos, deu início a uma nova vida profissional. Depois de se desligar de uma revendedora de automóveis, no ano passado, resolveu abrir o próprio negócio - apoiando-se na experiência que a família dele já tinha - e passou a produzir bolos e tortas em casa. ''Parte do dinheiro que ganhei com o acerto, comprei ingredientes e comecei a fazer os primeiros bolos. Fazia os doces sem compromisso e levava para os clientes experimentarem. O produto foi aprovado e agora só falta abrir formalmente a empresa'', disse Jorge.
A administradora de empresa Michelle Berbet Santos, 30, assumiu os negócios da família há três anos. Depois de reestruturar a Bomboniere Gramado e Cia, localizada no Aeroporto de Londrina, se atualizar profissionalmente e estudar o mercado, Michelle resolveu, no início do ano, abrir uma filial da loja. ''Para abrir essa loja comecei do zero, refinanciei meu carro e pedi um dinheiro emprestado. Tudo foi devidamente planejado, daqui a dois meses já começo a pagar meu investimento e em um ano terei um retorno financeiro'', destacou Michelle.
Abrir a própria empresa foi a saída que dois amigos encontraram para colocar em prática o que aprenderam na faculdade. O matemático Cristiano Andrade dos Santos, 27 anos, e o estudante de matemática Vagner Bomfim Perches, decidiram montar uma empresa de pesquisas de mercado. ''A empresa está para ser lançada, mas já fizemos alguns trabalhos. Estamos começando bem de baixo, quase sem capital. Mas estamos nos preparando para enfrentar o mercado'', destacou Santos.
Dinamismo e força de vontade são os elos entre as histórias contadas. Cada um dos personagens têm intrínseca uma qualidade fundamental para encarar o mercado de trabalho, mudar de profissão ou começar uma e, enfim, ter sucesso: visão empreendedora. Em comum ainda, todos eles buscaram orientações no Serviço de Apoio à Pequena Empresa (Sebrae), que há anos vem ajudando pessoas que querem abrir seu próprio negócio ou reestruturar sua empresa.
Com orientações iniciais sobre o Sebrae, explicações de como o órgão poderá atuar na formação da empresa, colaborar na estruturação de pesquisas e até trabalhar o perfil do empreendedor, a maioria das pessoas se sente bem mais segura após passar por essa espécie de treinamento. ''Procurei o Sebrae para ganhar conhecimento, experiência e participar de cursos. Tudo isso foi fundamental'', pontuou Jorge.
Mesmo com experiências nos negócios, para Michelle, procurar o Sebrae foi uma forma de se atualizar. ''O mercado está tão dinâmico que o empresário precisa dessa reciclagem'', acrescentou a empresária. Segundo ela, para encarar o mundo dos negócios é preciso ter espírito empreendedor, mas acima de tudo contar com a ajuda e a consultoria de quem entende do negócio. Com o Sebrae, Michelle estruturou a viabilidade econômica da nova loja e fez a abertura da empresa através da Central Fácil, ''que foi bem mais rápido e fácil''.


