Espetáculo das exportações chega ao fim, reconhece Furlan
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segunda-feira, 30 de junho de 2003
Agência Estado 
Brasília - O espetáculo do crescimento ainda não começou na economia como um todo, mas, nas exportações, ele já está no fim. Depois de bater recordes sucessivos desde o ano passado, as exportações vão estagnar no segundo semestre, disse ontem o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan. ''Se fosse uma partida de futebol, a gente estaria jogando o segundo tempo para manter o resultado. Aquilo que for feito a mais é lucro. Mas vamos jogar na defesa.''
Faltando um dia para terminar o primeiro semestre, Furlan anunciou ontem que as exportações no mês passado, até o dia 29, alcançaram US$ 5,53 bilhões, um recorde histórico para o mês de junho, embora o total já tenha caído em relação a maio, quando ficou em US$ 6,4 bilhões. O saldo entre exportações e importações, positivo em US$ 2,23 bilhões até o dia 29, também foi recorde.
No semestre, o superávit da balança comercial já está em US$ 10,27 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 32,7 bilhões e importações de US$ 22,4 bilhões. As importações, na média diária, cresceram 1,3% no semestre em relação ao mesmo período de 2002. A média diária de exportações no período cresceu 32,5%, em relação ao primeiro semestre do ano passado. ''As exportações tiveram um enorme crescimento de 30% no primeiro semestre, contrariando toda a conjuntura internacional'', disse Furlan. No entanto, ''devemos considerar isso atípico'', ressalvou o ministro.
''No segundo semestre, se espera um crescimento muito mais moderado do que no primeiro semestre.'' Segundo Furlan, historicamente, nos últimos 30 anos, sempre as exportações do segundo semestre foram maiores que no primeiro, mas isso não deve ocorrer este ano, por causa da valorização do real e da conjuntura internacional. ''No segundo semestre do ano passado, a taxa de câmbio era bem maior que a atual. Para o ano, estamos mantendo a meta de exportações de US$ 68 bilhões.''
De acordo com Furlan, se a taxa de câmbio ficar dentro do previsto pelo mercado, fechando o ano em R$ 3,25, as exportações podem até mesmo crescer no segundo semestre. Mas, se a taxa ficar nos níveis atuais, ''não só as exportações sofrerão um impacto, como também as importações serão estimuladas''.


