A instabilidade do mercado e a alta especulação dos negociadores são a explicação para mais um dia volátil no mercado do petróleo, no qual os preços do barril abriram em forte alta, caíram e dispararam no fim do dia. Em Londres, o barril de petróleo brent (referência internacional) para venda em novembro foi cotado a US$ 33,75, com alta de US$ 0,12. Em Nova York, fechou a US$ 37,20.
O presidente da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), o venezuelano Alí Rodríguez, culpou a especulação pela crise atual e disse que ela representa um acréscimo de US$ 8 sobre o preço real do barril de petróleo.
‘‘Precisamos de uma estreita cooperação entre os países consumidores e produtores para reduzir a volatilidade dos preços do óleo’’, disse Rodríguez. No entanto, o próprio cartel dos exportadores está longe de mostrar consenso e os membros da organização disparam opiniões em sentidos contrários.
Rodríguez também disse que, além da especulação, a alta do petróleo é resultado do gargalo no refino e dos elevados impostos cobrados nos países consumidores, lembrando os protestos que tomam as ruas européias desde a semana passada.
No próximo dia 27, os presidentes dos países que compõem a Opep se encontrarão em Caracas, na Venezuela. A reunião tem o propósito formal de discutir o papel do cartel dentro da economia globalizado – um tema morno para a temperatura da atual crise do óleo. Segundo Rodríguez, o encontro não discutirá os preços do petróleo e nenhuma potencial alta na produção do cartel.
Mas essa informação é contrária a de Chakib Khelil, ministro da Argélia. Segundo ele, os membros da Opep podem decidir um aumento na produção de petróleo em 500 mil barris diários no encontro de Caracas. Khelil afirmou que isso acontecerá se os preços permanecerem no patamar atual até lá.
O governo francês sugeriu ontem uma reunião de cúpula para discutir o controle dos preços do petróleo. O país anunciou que irá propor no encontro do G-7 (os sete países mais industrializados), que acontece em Praga neste final de semana, a abertura de negociações entre representantes dos EUA, da União Européia e da Opep para conter a escalada dos preços do petróleo.

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