Especialistas não acreditam em retomada do crescimento agora
Os indicadores de desempenho de produção industrial e vendas físicas em março devem seguir os números de fevereiro, que apresentaram resultados menos negativos do que era esperado por especialistas, na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
Mas um crescimento será muito difícil de ser alcançado, segundo técnicos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), que produzem pesquisas mensais de acompanhamento de produção e venda da indústria no Brasil e Rio.
A produção da indústria brasileira caiu 5,1% em fevereiro, na comparação com fevereiro de 1998, segundo o IBGE. Em março, o indicador deve continuar negativo, na opinião da gerente de Análise de Dados do IBGE, Miriam Ferreira.
Há expectativa de melhora nos números de março frente a fevereiro, por influência dos incentivos à venda de automóveis, da substituição de insumos industriais importados e do aumento de exportações. Com relação a março de 1998, a tendência é de queda.
O coordenador adjunto da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, informou que a única expectativa favorável dos indicadores industriais de fevereiro e março é que o resultado negativo foi atenuado pelo comportamento contido da inflação. A CNI divulga esta semana a pesquisa mensal de fevereiro sobre os indicadores de vendas, emprego e horas trabalhadas. Teremos uma retração menos intensa, mas número positivo é muito difícil, ressaltou Castelo Branco.
Os números de vendas da indústria do Rio, em março, seguirão os resultados nacionais, segundo a gerente da Área de Estudos e Pesquisas da Firjan, Luciana Sá. Ela explicou que os indicadores de março só apresentarão resultados positivos em relação ao mesmo mês do ano anterior, se as vendas crescerem 22,4%.
A especialista lembrou que em março do ano passado o crescimento em relação a fevereiro foi muito expressivo, chegando a 20%. A Firjan divulgará os indicadores de março nesta semana.
Os números da Firjan de fevereiro mostram queda de 1,5% nas vendas da indústria do Rio, na comparação com o mesmo mês de 98. Para Luciana, ainda é muito cedo para falar de uma tendência consolidada para os próximos meses. Os números, diz, depederão do acerto das metas fiscais e reforço das reformas.





