Especialistas encontram forma para cortar gastos
PUBLICAÇÃO
domingo, 26 de novembro de 2006
Adriana Fernandese Isabel Sobral<br> Agência Estado 
Brasília - Especialistas em Previdência apontam que há um grande campo para a redução das despesas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) com o pagamento de alguns benefícios, como as aposentadorias por invalidez e o auxílio-doença.
As aposentarias por invalidez, que há seis anos custavam em torno de R$ 800 milhões por mês, atingiram o patamar de R$ 1,3 bilhão em outubro deste ano, representando 11,2% do total de benefícios pagos.
Já a conta dos auxílios-doença, que somou cerca de R$ 400 milhões mensais na década de 90, atualmente equivale a cerca de R$ 1 bilhão por mês, representando 6% do total.
O governo já tenta, por meio de um projeto de lei que está no Congresso, mudar a regra de cálculo dos auxílio-doença para evitar que o seu valor final, como ocorre hoje em muitos casos, acabe ficando mais alto que o salário recebido na ativa pelos beneficiários. Essa é uma brecha que estimula as fraudes, argumentam os técnicos da Previdência Social.
Para o especialista em seguridade social do Centro Internacional de Formação da Organização Internacional de Trabalho (OIT), Vinícius Pinheiro, ''há um bom espaço'' para se mexer nessa área. ''Medidas de gestão podem reduzir o nível de gastos em um determinado ano e esse tipo de benefício representa um porcentual alto do total'', comentou.
Pinheiro alertou, no entanto, que as medidas visando ao maior controle de gastos não invalidam a necessidade de reforma de parâmetros da Previdência. ''Boa gestão é uma obrigação'', observou ele.
A necessidade de reforma na Previdência decorre, sobretudo, da perspectiva de vida cada vez mais longa da população, que tem impacto direto nas despesas previdenciárias. Quanto mais as pessoas vivem, mais tempo recebem aposentadorias e pensões da Previdência.


