Curitiba - O professor Alcides Jorge Costa, coordenador do Programa de Mestrado em Direito da Universidade Mackenzie, é ainda mais enfático. Para ele, toda a reforma tributária foi concebida ''de forma infeliz''. ''As reformas têm sido feitas como quem vai até a esquina tomar um cafezinho. Não são reformas. São remendos desastrosos'', declarou o advogado aposentado. Para ele, em vez de falar em reformas e aumento da carga tributária, o governo federal deveria estar preocupado em reduzir a despesa pública que, segundo ele, é excessiva. ''O Brasil tem que se cuidar para não virar uma Argentina em pouco tempo'', considerou.
Em Curitiba para participar de um outro evento, o ex-presidente do Banco Central Gustavo Loyola afirmou que o ICMS é um imposto falido e que gerava uma intensa guerra fiscal entre os estados. Ele acredita que a reforma tributária iniciada no governo Fernando Henrique Carodos vai tornar mais homogêneas as regras para a cobrança do tributo. ''A federalização é uma abstração. Os estados dependem da União. Não há uma federação pura no Brasil. Não tem como fazer de conta. Não podemos agir como se fossem vários países dentro do Brasil, como se os estados fossem independentes. Eles não são'', pontuou Loyola.(L.P.)

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