Especialista
diz que escambo
não tem volta
As trocas de produtos ou serviços por mercadoria sem a utilização de moedas devem ser consideradas como fator isolado, que costuma aparecer quando o custo do dinheiro está elevado ou há recessão. A afirmação é do professor de mestrado e doutorado em Desenvolvimento Econômico da Universidade Federal do Paraná, Cássio Rolim.
O professor destaca, no entanto, que não há possibilidade de ocorrer uma volta generalizada à troca de produtos em substituição ao uso da moeda. ‘‘As trocas isoladas que temos não são fenômenos relevantes que possam ser colocados como tendência’’.
A função básica da moeda é facilitar as operações comerciais entre as pessoas. ‘‘Imagine a dificuldade em ter de achar a pessoa certa para trocar o produto desejado?’’, questiona. Ele cita como mais comum a troca entre empresas e indústrias, onde uma pode oferecer para outra o produto fabricado. Assim, uma empresa que produz tijolos, por exemplo, poderia oferecê-los em troca do serviço de transporte de uma transportadora que tenha intenção em ampliar suas instalações.
Rolim afirma que a volta ao ‘‘escambo’’ é uma situação impossível no mundo atual, pois não há registro na história de uma sociedade que tenha voltado a esta prática. O escambo foi utilizado em comunidades primitivas, antes do surgimento da moeda. Desde a antiguidade, já havia a moeda, que se generalizou na Idade Média. A moeda passou a ser utilizada com mais intensidade a partir da Revolução Comercial e da Revolução Industrial. (Carmem Murara)

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