PONTA GROSSA - Considerado uma das potências mundiais no setor da agropecuária, o Mercosul ainda enfrenta algumas restrições com a abertura de mercado, situação imposta pelos países de primeiro mundo com a globalização da economia. Um dos problemas e também a principal preocupação dos países que compõe o Mercosul é falta de competitividade internacional com outros blocos comerciais.
Para o francês Jean-Yves Carfantan, professor de ensino sobre políticas agrícolas e mercado internacional da Escola Superior de Agricultura de Angers (França), se os países do Mercosul quiserem competir com os demais blocos nos mercados internacionais de produtos agropecuários, eles terão que buscar maior produtividade, investindo em pesquisa e tecnologia. O professor entende que o Mercosul precisa desenvolver uma política comum na área de pesquisa e desenvolvimento.
De acordo com Carfantan, com a globalização da economia, a competitividade passa a ser entendida como um conceito sistêmico, dependendo não somente das vantagens naturais, como também do ambiente econômico e institucional que prevalece em cada bloco comercial.
O professor francês defende a necessidade de o Mercosul optar por uma política comercial comum e ofensiva. O Mercosul precisa aplicar direitos compensatórios, mecanismos legítimos de defesa contra os subsídios, fator que favorece os concorrentes ocidentais.
Jean-Yves Carfantan falou sobre o Mercosul e a globalização da economia durante a palestra de abertura do I Encontro Sul-Americano de Integração Agropecuária, que termina hoje em Ponta Grossa. Mais de mil pessoas do Brasil, dos Estados Unidos e da Europa participam do encontro.

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