Especialista defende a privatização da Sercomtel
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segunda-feira, 04 de agosto de 1997
Carina Paccola Londrina 
Mário CesarReestruturaçãoFuncionários debatem o tema Transformação Empresarial: Sercomtel está em processo de reengenhariaA Sercomtel S/A deve ser privatizada e buscar parcerias estratégicas, para melhorar seus serviços, defende o engenheiro Otávio Marques de Azevedo, que foi vice-presidente da Telebrás e hoje preside a AGTelecom - Andrade Gutierrez Telecomunicações. Ontem, ele falou aos funcionários da Sercomtel dentro do programa Transformação Empresarial, no processo de reengenharia da empresa.
Otávio Azevedo afirma que a Sercomtel deve buscar um sócio de porte internacional e ser vendida fora do processo de privatização da Telebrás. Se eu fosse a Telebrás, faria de tudo para colocar a Sercomtel no bolo da privatização. E com certeza a Telebrás fará isso. Mas a Sercomtel deve optar por fazer o processo separado, para ter uma valorização patrimonial maior, aconselha. Segundo Azevedo, que também presidiu a Telemig (estatal de Minas Gerais), a associação com outra empresa vai dar à Sercomtel capacidade para disputar serviços em outros locais. Sem um grande investidor estrangeiro, a Sercomtel não pode alavancar negócios internacionais, diz.
Ainda com relação ao processo de privatização, Azevedo afirma que a Sercomtel - por ser uma empresa de nicho geográfico - pode exigir um programa que leve em conta essa característica. Além do preço, o critério para venda pode ser esse programa, explica. Segundo ele, a Prefeitura de Londrina pode vender o restante de ações depois da privatização, quando elas são mais valorizadas.
Azevedo elogiou a qualidade dos serviços da Sercomtel e disse que o fato de estar interligada à Banda A é uma grande vantagem na competição, quando houver mais de uma operadora no mercado de Londrina. A Sercomtel tem uma pérola na mão. Quando surgir uma concorrente, a Sercomtel não vai perder clientes. Embora não pareça, há demanda reprimida em Londrina. A soma dos clientes das duas empresas - Sercomtel e outra - vai mais que dobrar o número atual. Num clima de disputa, surgem novos clientes e o mercado cresce.
Na concorrência, vão surgir serviços e tarifas diferenciadas que visam atrair os usuários da telefonia fixa - de acordo com Azevedo. Ele não acredita em desemprego no setor. Mesmo que haja contenção de custos e enxugamento de pessoal numa privatização, aparecerão milhares de empregos com a Banda B, por exemplo.
O presidente da Sercomtel, Rubens Pavan, esteve ontem em Curitiba, a convite da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), para falar sobre o desempenho tecnológico e financeiro da empresa. Pavan fez um histórico do desenvolvimento da Sercomtel ao longo de 29 anos, apresentou os números do primeiro balanço após a sua transformação em S/A e os indicadores na área de telefonia fixa e celular.


