Pacotes com seleta de legumes, couve-flor, ervilha, brócolis, vagem, batata, cenoura, mandioca, são alguns dos principais produtos que passam pelo processo, encontrados em supermercados. Mas existem também as massas, como lazanhas, canelones e pizzas.
Os produtos são encontrados congelados nas prateleiras, mas até que fiquem prontinhos para o consumidor, eles passam pelo sistema de branqueamento, para depois serem congelados. O processo pode ser feito de duas formas, através de vapor e na água.
No processo de branqueamento a vapor, o alimento corre nas esteiras com vapor incidindo sobre eles. ''O calor inativa as enzimas, que causam o escurecimento enzimático do alimento'', explica Rejane. A partir desse processo, os alimentos sofrem o resfriamento, conhecido como choque térmico.
Já pelo processo de branqueamento na água, ocorre o aquecimento a 100 graus centígrados (fervura) e os alimentos são mergulhados na água até o cozimento. Em seguida, ocorre o resfriamento, onde as enzimas também deixam de agir, evitando o escurecimento.
Nos dois processos, segundo Rejane, as indústrias utilizam produtos químicos (sulfitos), que auxiliam na conservação dos alimentos. O processo de sulfitação é controlado por normas determinadas pela Anvisa (Agência Nacional da Vigilância Sanitária). ''O tempo de processamento de cada indústria depende dos equipamentos e da textura de cada alimento'', explica.
No processo chamado de congelamento rápido, os alimentos são colocados em máquinas com temperatura de 40 graus negativos, num período de 30 minutos. Depois de embalados, os produtos têm que ser mantidos em temperatura de 18 graus negativos.
Segundo Rejane, o consumidor precisa estar sempre alerta porque muitos produtos nos supermercados não conseguem manter a temperatura ideal, em função da exposição nas prateleiras que ficam abertas durante o dia. ''O ideal é que as pessoas escolham os produtos que estão por baixo ou mais atrás, que conseguem manter a temperatura adequada.''
Pesquisas comprovam que pequenas variações de um grau ou dois graus, podem reduzir a venda de prateleira do produto. ''Em muitos casos, essa pequena variação na temperatura pode reduzir em um mês o prazo de validade do produto.'' Por causa disso, o consumidor deve estar sempre atento, avisa Rejane.
Outro detalhe que o consumidor deve observar, é a cristalização do gelo nos produtos pré-cozidos. ''Se a embalagem apresentar gelo cristalizado, significa que o produto já sofreu descongelamento. Não poderia, portanto, estar congelado de novo.'' Nestes casos, orienta a especialista, é melhor não comprar. (M.O.)

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