Especialista considera surto de aftosa controlado no RS
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sexta-feira, 08 de junho de 2001
Agência Estado De Porto Alegre 
O surto de febre aftosa está progredindo de forma lenta no Rio Grande do Sul e pode ser considerado sob controle, avaliou o coordenador adjunto do Convênio da Bacia do Prata, Luiz Alberto Pitta Pinheiro. O veterinário do Centro Pan-Americano de Aftosa (Panaftosa) disse que a situação estará completamente resolvida a partir do 30º dia depois do último foco. Esse prazo de segurança corresponde ao dobro do período de incubação do vírus, de 14 dias. A União Européia já sinalizou um prazo de 60 dias a partir do controle do surto para retomar as importações da carne gaúcha.
O primeiro foco de aftosa no Estado foi detectado em 5 de maio, em Santana do Livramento (fronteira com o Uruguai). Desde lá já foram confirmados outros 18 focos em mais cinco municípios o que representa uma média de 0,56 foco por dia. No vizinho Uruguai foram registrados 1.404 focos em 44 dias uma média 31,9 focos por dia, ou seja, um ritmo de progressão 57 vezes maior do que o gaúcho. Os números oficiais da Argentina indicam 1.224 focos em 86 dias (média de 14 por dia).
A vantagem do Rio Grande do Sul é atribuída a maior imunidade de seu rebanho, já que a vacinação contra a aftosa só foi interrompida em abril do ano passado para tentar obter um novo certificado da Organização Internacional de Epizootias (OIE). No Uruguai, como a última vacinação antes deste surto havia ocorrido em 1994, o gado não tinha nenhum tipo de defesa contra o vírus.
O governo uruguaio chegou a sacrificar 6.947 animais, mas suspendeu a medida sob pressão dos produtores, adotando apenas a vacinação. No Rio Grande do Sul, ao contrário, o rifle sanitário só começou a ser aplicado depois de um período de resistências contrárias dos pecuaristas e do governo gaúcho. Até agora já foram mortos 688 animais no Estado.


