Esforço fiscal não dever ser suficiente para baixar juros, dizem analistas
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quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Agência Brasil 
O esforço fiscal, representado pelo aumento de R$ 10 bilhões no superávit primário (economia de recursos para pagar os juros da dívida pública), anunciado no último dia 29 pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, não será suficiente para baixar os juros.
A avaliação foi feita hoje (31) à Agência Brasil pelos economistas Cláudio Considera, da Universidade Federal Fluminense (UFF), e Edmar Bacha, consultor-sênior do banco de investimento BBA.
Ex-secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, no período de 1999 a 2002, Cláudio Considera disse que é preciso analisar com mais profundidade o que representam esses R$ 10 bilhões. Para que haja o corte na taxa de juros, é preciso, segundo ele, resolver outros problemas, entre os quais a questão da indexação da poupança.
"A indexação da poupança impede que a taxa de juros caia abaixo de um certo ponto, porque a taxa de juros dá 6% real. Você não vai conseguir baixar muito a taxa Selic com essa indexação. Mas ninguém quer falar disso. Esse assunto vira tabu", disse Considera.


