Para ter as contas em dia e se livrar das dívidas, a escriturária Valéria Bueno de Luz não viu outra opção senão negociar. Depois de ter um gasto emergencial durante uma viagem a São Paulo, há cerca de dois anos, ela acabou estourando o limite do cartão de crédito. O resultado foi uma fatura difícil de encaixar no orçamento familiar. Valéria chegou a ficar três meses sem fazer qualquer pagamento e os juros mais que dobraram a dívida. A solução foi um reparcelamento de 24 vezes quitado há poucos meses. "Na época, a dívida era de R$ 400, mas chegou a R$ 1 mil. Foi fácil, parcelei, mas paguei bem mais do que o devido."
Faltava ainda resolver uma outra pendência do marido, também com cartão de crédito. Dessa vez, a escriturária conseguiu uma negociação mais fácil, resolvida com um simples pagamento. "Era uma dívida bem alta, de uns R$ 7 mil, e como consegui um dinheiro extra no trabalho, ofereci uma entrada de R$ 1,7 mil. O banco acabou aceitando para quitar tudo, pois dava mais ou menos o valor original da dívida", relata.
Depois dessas experiências, Valéria decidiu não ter mais cartão de crédito ou utilizar qualquer forma de crediário. "Nem mesmo cheque. Se tiver alguma coisa para comprar e não tiver dinheiro, não compro", afirma. (J.F.).

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