Curitiba - Em um cenário de alta da inflação e de possibilidade de aumento dos juros, no momento atual, não é muito fácil o investidor escolher uma aplicação financeira. Como a bolsa de valores anda em baixa, seria um bom momento para comprar ações, mas com ponderação, estratégia e visão de longo prazo.
Como o mercado aponta para alta dos juros em breve, outro investimento interessante seriam Letras do Tesouro Nacional. A expectativa é que a taxa básica de juros da economia, a Selic, hoje em 7,25% ao ano, suba, mas não passe de 9% ao ano. Segundo o consultor financeiro da Inva Capital, Raphael Cordeiro, quem tem dinheiro aplicado na "poupança antiga", ou seja, nas regras anteriores à nova poupança, não deve resgatar. Já a "nova poupança", que rendeu apenas 1,33% neste ano, não é recomendada como um bom investimento.
Uma das recomendações de Cordeiro é manter uma parte do dinheiro aplicado em investimentos conservadores como Letras Financeiras do Tesouro (LFT), fundos DI, CDB, Letras do Tesouro Nacional (LTNs) prefixadas e Notas do Tesouro Nacional (NTN) série B, que seguem o IPCA.
Outras modalidades de investimentos alternativas são as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) oferecidas por bancos públicos. Em alguns casos, estes investimentos podem pagar até 88% da Selic e a vantagem é que não são tributados pelo imposto de renda.
Cordeiro explica que, antes de optar por uma aplicação, é preciso verificar o perfil do investidor que não é dividido apenas em conservador, moderado e agressivo, segundo o consultor. A avaliação do perfil está correta quando o investidor sente confiança na aplicação que escolheu.
A recomendação dele é dividir os recursos a serem aplicados em mais de um tipo de investimento. Cordeiro recomenda a distribuição entre renda fixa, imóveis (ou fundos imobiliários), ações e investimentos alternativos tipo os fundos multimercado.

Imagem ilustrativa da imagem Escolha do investimento requer cautela no cenário econômico atual
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