Escolha de um bom colchão é investimento em saúde
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Gisele Mendonça<br> Reportagem Local 
O consumidor que adquire um bom colchão está investindo na própria saúde. Segundo a fisioterapeuta Marcia Aoki, para atingir as necessidade de conforto do organismo, o colchão deve ser adequado ao biotipo de quem vai utilizá-lo. A escolha errada do produto pode trazer noites mal dormidas e consequências desagradáveis, como dores nas costas, alterações de postura, sensação de cansaço e mau-humor.
A fisioterapeuta diz que a escolha deve ser criteriosa, levando em conta que ''passamos um terço de nossas vidas sobre um colchão''. E o produto tem o objetivo de proporcionar um descanso para a coluna vertebral. ''Durante o dia, a coluna sofre constantes agressões, causando uma desidratação nos discos intervertebrais, os quais reidratam-se durante o sono'', diz Marcia.
Dormir na posição correta também faz toda a diferença. ''O indicado é dormir de lado com travesseiro da altura dos ombros e com outro travesseiro no meio das pernas para deixar o quadril alinhado. Assim, não forçamos as curvaturas da coluna'', explica.
Para escolher colchão de espuma, há uma tabela de densidade (ver quadro), definida de acordo com o peso e a altura da pessoa. Ela diz que o modelo tem que ser firme e flexível para suportar o peso do corpo sem ceder, proporcionando sustenção e conforto. Também é preciso verificar a qualidade da espuma e se não há recortes.
Segundo Marcia, a espuma tem a vantagem de se adaptar melhor ao corpo conforme os diferentes biotipos, mas apresenta como desvantagem um maior nível de umidade. ''Isso proporciona o surgimento de fungos, bactérias, ácaros'', observa.
Quanto à espuma de visco-elástico, a fisioterapeuta repara que o material tem maior densidade do que os outros. ''Apresenta um mecanismo de ajuste do corpo conforme a temperatura. Isso, juntamente a um sistema de amortecedores, promove maior adequação em posição natural de descanso'', afirma Marcia.
Os colchões de mola, conforme a fisioterapeuta, garantem conforto e maciez, mas podem ceder demais com o tempo, apresentando pontos de afundamento nos locais de maior pressão. Os modelos de mola com espuma podem ser adequados desde que a espuma não seja muito fina e de baixa qualidade.
Segundo Marcia, os colchões ortopédicos são indicados para pessoas que possuem alterações na coluna vertebral, como escoliose, necessitando de colchões mais firmes para manter as curvaturas adequadas. Já os colchões magnéticos, que foram desenvolvidos por japoneses em parceria com alemães, possuem campos magnéticos que prometem aliviar tensões musculares e ativar a circulação sanguínea.
Marcia lembra que outro cuidado na escolha do colchão está relacionado à verificação da garantia do fabricante. ''O tempo útil de um colchão é de no máximo cinco anos (3.600 noites em média) desde que se observe os cuidados de manutenção'', diz a fisioterapeuta. Ela reforça a necessidade de virar o colhão uma vez por mês e colocá-lo ao sol para evitar a proliferação de ácaro, além de utilizar a capa de proteção.
Colchões para bolsos e biotipos variados
De mola ou espuma, altura de até 40 centímetros e tecidos de moderna tecnologia como fibras de bambu e de soja. O mercado de colchões tem opções para bolsos e biotipos variados. Julio Cesar Maschi, gerente de uma loja da fábrica Castor, em Londrina, diz que hoje os consumidores buscam durabilidade e conforto.
Ele afirma que os colchões de mola são os que mais vendem atualmente. Pessoas que viajam e conhecem bons hotéis, com camas confortáveis, geralmente trocam o colchão de espuma pelo de mola, observa. As opções mais modernas neste caso, são os colchões feitos de molas ensacadas (pocket). Ao contrário das molas tradicionais, essas não transferem movimento e não causam rolamento, quando o casal tem grande diferença de peso, observa.
Com o acabamento em espuma, os modelos de mola vão até 42 centímetros de altura. Como esses colchões não têm o quesito densidade, a escolha se dá pela prova na hora da compra. Aconselhamos o cliente a deitar para ver se gosta, diz Maschi. Ele repara, porém, que o período de adaptação ao novo colchão pode levar de seis a 60 dias, segundo uma pesquisa norte-americana.
Quanto às opções de espuma, o gerente explica que o consumidor deve levar em conta a densidade, que significa a quantidade de matéria-prima utilizada por metro cúbico de espuma. A densidade 33, por exemplo, tem um suporte de até 100 quilos, informa. Se o colchão for de casal, ele esclarece que o peso é definido individualmente e não somado.
Isso significa que aquele espaço que a pessoa está utilizando suporta até 100 quilos. A densidade inadequada pode deformar o colchão antes do tempo e trazer problemas de saúde ao usuário. A altura tradicional dos modelos de espuma na Castor é de 18 centímetros.
Segundo Maschi, as principais novidades em colchão de um ano para cá são os tecidos em fibras de bambu e de soja, que trazem diversos benefícios, mas encarecem o produto em até 30%. Não conduzem ácaro, não esquentam, não esfriam, enumera o gerente.
Na Castor, os modelos de mola (tamanho tradicional de casal) custam entre R$ 800 e R$ 1,2 mil e os de espuma (no mesmo tamanho) entre R$ 600 e R$ 800. (G.M.)


