Nos últimos anos, as escolas particulares viram uma mudança de comportamento do seu público alvo. As instituições têm enfrentado problemas na captação de alunos e na sua manutenção. Há um intenso movimento de migração entre escolas estimulado, principalmente, pela forte concorrência no segmento. Outros fatores enfrentados pelas instituições são: a queda da taxa de natalidade das classes A e B e a crise da economia brasileira.
Por isso, as escolas devem estar preparadas para atender bem os pais, princípio que, aliás, é o ponto básico do marketing: ''atender desejos e necessidades do público''. Pequenas falhas ou erros causam impacto direto na viabilização da escola. Estudos indicam que no Estado de São Paulo cerca de 30% das pré-escolas fecham em um ano. ''A educação particular é importante para a economia que hoje movimenta R$ 20,6 bilhões anualmente ou 1,3% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro'', disse Cristiane Maria da Silva Lima, autora de um trabalho de conclusão de curso que avaliou o ensino privado de Londrina.
Por isso, a conclusão do trabalho é que as escolas devem ''vender'' seu trabalho através do desenvolvimento de ações de marketing. Neste caso, o conceito básico de marketing é ''atender desejos e necessidades do público''. ''Geralmente, os gestores têm dificuldade de gerir a escola porque são pedagogos e não administradores. Muitos têm que entender que marketing não é propaganda, mas o desenvolvimento de todo um trabalho'', afirma. (F.M.)

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