O nível de escolaridade apresenta efeitos diferentes entre países, segundo a oferta de empregos e a uniformidade da formação populacional. No Brasil, destacam-se o número de empreendedores com o segundo grau completo, com média de 36% entre estabelecidos e iniciais. Na sequência, aparecem pessoas com o primeiro grau incompleto, com média de 21%.
Entre os pós-graduados, a média cai para perto de 3%. O motivo, afirma Basso, é que a oferta de emprego é maior para pessoas com bom nível educacional. O fato, porém, é aplicado mais às nações com baixa escolaridade, como no caso do Brasil. ''Nos países que possuem população com educação mais uniforme, as pessoas com boa formação pensam em empreeder desde cedo porque sabem que a competição por empregos será maior'', diz o consultor André Basso, do Sebrae.
Também por esse motivo, países com alta taxa de escolaridade tendem a ter mais empresas que investem em tecnologia e inovação.
Levantamento
A pesquisa foi feita pelo 12º ano seguido, em parceria que inclui o Sebrae. A busca, mais do que identificar o perfil de pessoas envolvidas na criação de novos negócios, mostra as condições de mercado. O último levantamento, divulgado neste mês, reuniu dados de 2 mil pessoas entre 18 e 64 anos, além de opiniões de profissionais e empreendedores. (F.G.)

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