Escolaridade do trabalhador é muito baixa
Apesar dos esforços feitos pelo governo e das exigências de aperfeiçoamento educacional decorrentes do próprio mercado de trabalho, o quadro de escolaridade do brasileiro ainda é deprimente. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE), dos 74 milhões de integrantes da População Economicamente Ativa (PEA), 47 milhões ainda estão abaixo do primeiro grau completo. O secretário de Formação e Desenvolvimento Profissional do Ministério do Trabalho, Nassim Gabriel Mehedff, diz, no entanto, que esse cenário já foi pior. A escolaridade média da PEA ocupada aumentou nos últimos 10 anos, de três anos e meio para sete anos de estudo.
Mesmo no setor formal da economia - dos trabalhadores com carteira assinada - a situação não é melhor. Dados do Ministério do Trabalho, tendo como base a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), indicam que de um universo de 35 milhões de trabalhadores, 15% deles não tem instrução ou tem até a terceria série do primeiro grau; 33% têm entre a quarta e sétima série do primeiro grau; 23% têm primeiro grau completo e 29% têm segundo grau completo ou mais, sendo apenas 10% deles com curso superior.
Mehedff observa que no meio rural a situação é ainda mais grave, inferior a quatro anos de escola. Ele acredita que a inovação
tecnológica e a inserção do País na economia mundial vão contribuir para acelerar a profissionalização dos trabalhadores.





