Além de criar condições para atrair empresas, Bela Vista do Paraíso também está iniciando um trabalho para qualificar a mão-de-obra disponível. Conhecido pela concentração de milhares de bóias-frias, que nesta época do ano migram para São Paulo e Minas Gerais, onde trabalham na colheita de café e depois voltam, o município tem um grande contingente de pessoas que só sabe lidar com lavouras.
A primeira iniciativa de tentar oferecer um outro ofício a esses trabalhadores é a Escola Profissionalizante de Confecções, criada pela prefeitura com apoio da Secretaria de Estado do Trabalho e empresas do setor. Atualmente funcionam três turmas, com 20 alunos em cada uma, que estão sendo formados com a supervisão das indústrias. Aqueles que demonstrarem habilidade e aptidão para o serviço serão contratados pelas empresas. Os cursos têm duração de 60 dias e a fila de espera para novas turmas já soma mais de 300 pessoas, segundo a prefeitura.
A intenção é abrir novas escolas profissionalizantes, em outras áreas de atuação, para oferecer mão-de-obra capacitada ao mercado de trabalho. Outro projeto em andamento é a instalação de um parque industrial em Bela Vista do Paraíso, próximo ao distrito de Santa Margarida. A prefeitura está negociando a aquisição de um terreno de 60 mil metros quadrados, com possibilidade de concretizar a transação ainda neste ano.

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