Escola é o 4º em reclamações no Procom
O Procon atendeu 115 mil consumidores durante 2001, uma média de 469 por dia. A maior parte deles reclama do atendimento no setor de serviços, como são os casos da telefonia fixa e móvel e das mensalidades escolares. Outras áreas, como o setor financeiro (bancos e financeiras), também tiveram recorde de atendimentos realizados no ano passado.
As escolas foram responsáveis por 3.397 atendimentos realizados em 2001. Os maiores problemas registrados foram dúvidas na cobrança (35%), não cumprimento de contratos ou rescisão (13,75%), devolução de valores pagos (12,9%), retenção de documentos (11,5%) e recusa ou péssima prestação de serviços (9,4%). Do total de atendimentos, cerca de 14% viram processos administrativos.
O mais recente deles foi o caso do estudante Jefersin Machado, de 12 anos. De acordo com a mãe dele, Rosângela Machado, o menino teria sido impedido de assistir aula por falta de pagamento da mensalidade. Ela disse que há cinco meses não pagava a mensalidade de R$ 270,00 porque estava desempregada. A Escola Nossa Senhora de Fátima, no Xaxim, negou a argumentação da mãe e apresentou várias testemunhas de que o aluno não teria sido impedido de assistir às aulas.
A mãe ainda não apresentou suas testemunhas. ''Temos por enquanto a denúncia, que está sendo investigada. Casos como este precisam ser investigados com cuidado para que não sejam cometidas injustiças'', salientou Naim Akel, coordenador estadual do Procon. Se a denúncia for comprovada, a escola poderá pagar uma multa que varia entre R$ 150,00 e R$ 2,8 milhões. (L.P.)





