ESCOAMENTO - A safra é nova, mas o Porto é o mesmo
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segunda-feira, 14 de março de 2011
<br> Agência Estado <br> 
Com uma história que já soma 75 anos, o Porto de Paranaguá sempre é motivo de apreensão em todo início de escoamento da safra de grãos. Neste ano, a situação não é diferente. Sem receber os investimentos necessários ao longo da última década, o porto preocupa o setor de agronegócio e os caminhoneiros que transportam os grãos principalmente em relação à velocidade de embarque, segurança e filas de carretas ao longo da BR-277, que dá acesso ao litoral paranaense.
A última benfeitoria no porto, realizada no início do ano, foi a conclusão da dragagem dos berços de atracação dos navios cargueiros, mas o consenso geral é de que a estrutura continua a mesma. A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) afirma que a infraestrutura obsoleta do porto atrasa o embarque de cargas e agrava o problema das filas de carretas e navios. Por seu lado, a Administração dos Portos de Antonina e Paranaguá (Appa) promete investir R$ 1,1 bilhão em nove projetos para melhorar o escoamento nos próximos quatros anos.
A previsão para este ano é que a safra de grãos no Paraná atinja 15 milhões de toneladas, quantidade 16% maior do que o de 2010. O volume maior é de soja. O pico de escoamento da safra acontece de março a julho.
● Também chamado de agrobusiness, é o conjunto de negócios relacionados à agricultura e pecuária dentro do ponto de vista econômico
● Com capacidade para carregar cerca de 4.000 containers, facilmente recebem o título de maior meio de transporte já construído


