Com uma his­tó­ria que já so­ma 75 ­anos, o Por­to de Pa­ra­na­guá sem­pre é mo­ti­vo de apreen­são em to­do iní­cio de es­coa­men­to da sa­fra de ­grãos. Nes­te ano, a si­tua­ção não é di­fe­ren­te. Sem re­ce­ber os in­ves­ti­men­tos ne­ces­sá­rios ao lon­go da úl­ti­ma dé­ca­da, o por­to preo­cu­pa o se­tor de agro­ne­gó­cio e os ca­mi­nho­nei­ros que trans­por­tam os ­grãos prin­ci­pal­men­te em re­la­ção à ve­lo­ci­da­de de em­bar­que, se­gu­ran­ça e fi­las de car­re­tas ao lon­go da BR-277, que dá aces­so ao li­to­ral pa­ra­naen­se.
  A úl­ti­ma ben­fei­to­ria no por­to, rea­li­za­da no iní­cio do ano, foi a con­clu­são da dra­ga­gem dos ber­ços de atra­ca­ção dos na­vios car­guei­ros, mas o con­sen­so ge­ral é de que a es­tru­tu­ra con­ti­nua a mes­ma. A Fe­de­ra­ção da Agri­cul­tu­ra do Es­ta­do do Pa­ra­ná (­Faep) afir­ma que a in­fraes­tru­tu­ra ob­so­le­ta do por­to atra­sa o em­bar­que de car­gas e agra­va o pro­ble­ma das fi­las de car­re­tas e na­vios. Por seu la­do, a Ad­mi­nis­tra­ção dos Por­tos de An­to­ni­na e Pa­ra­na­guá (Ap­pa) pro­me­te in­ves­tir R$ 1,1 bi­lhão em no­ve pro­je­tos pa­ra me­lho­rar o es­coa­men­to nos pró­xi­mos qua­tros ­anos.
  A pre­vi­são pa­ra es­te ano é que a sa­fra de ­grãos no Pa­ra­ná atin­ja 15 mi­lhões de to­ne­la­das, quan­ti­da­de 16% ­maior do que o de 2010. O vo­lu­me ­maior é de so­ja. O pi­co de es­coa­men­to da sa­fra acon­te­ce de mar­ço a ju­lho.


● Também chamado de agrobusiness, é o conjunto de negócios relacionados à agricultura e pecuária dentro do ponto de vista econômico

● Com capacidade para carregar cerca de 4.000 containers, facilmente recebem o título de maior meio de transporte já construído

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