Ermírio diz que falta um 'Juscelino' ao País
O empresário Antonio Ermírio de Moraes, superintendente do Grupo Votorantim, o maior conglomerado industrial do País, ao comentar as medidas do governo, disse que o setor de alumínio de seu grupo vai reduzir em 10% a produção, e que para o governo não havia mais solução que não adotar algumas medidas de racionalização e racionamento no uso da energia elétrica. Segundo ele, está faltando um pouco de Juscelino Kubitschek, ou seja, mais ousadia e disposição de fazer as coisas no País.
Ermírio salientou que o governo ao anunciar as medidas, estaria como que acordando de um pesadelo. Se o governo saísse de Brasília, sentiria mais os problemas do País. Conheceria mais o País.
Segundo ele, as medidas adotadas pelo governo têm que ser analisadas dentro do contexto de necessidades de energia elétrica que o País possui e das possibilidades de se evitar um apagão de fato. Não há outra saída no momento, mas entendo que está na hora de se pensar em sair desta situação, e atacar obras rapidamente,afirmou.
Ele disse que não aceita esta questão de cotas, mas vai reduzir a produção em 10%. Acho que é injusto isto, quando se sabe que houve sim um erro do governo, que não prestou atenção ao setor de geração de energia. Ele lembrou que linhões necessários para o transporte de energia do Norte e do Sul faltam no País. São medidas que já deveriam ter sido adotadas. Uma demora que está custando caro ao País, disse.
Antonio Ermírio salientou que o Brasil vai precisar de US$ 20 bilhões para fechar suas contas este ano, por isso este racionamento infelizmente veio atrapalhar o País de uma forma dura.





