São Paulo – O gatilho que a Petrobras quer aplicar sobre o preço do petróleo para acompanhar os ajustes do mercado internacional deveria incidir apenas sobre a parcela que a Petrobras importa, avalia o presidente do Conselho do Grupo Votorantim, Antonio Ermírio de Moraes, ao analisar a baixa do preço do petróleo por causa da queda de Hugo Chávez na Venezuela.
Ele disse que a queda de Chávez já era esperada e que ‘‘muito político vai ter de rever seus pensamentos sobre o ex-presidente da Venezuela’’. Ele não quis citar nomes de políticos, mas salientou que seriam vários, não só daqui como de outros países.
Ermírio afirmou que hoje ‘‘o Brasil produz quase 85% do petróleo necessário para o seu consumo. Não vejo por quê se taxar com um gatilho o que se produz aqui e que já tem um custo pago pelo cidadão brasileiro. Deve-se aplicar o gatilho apenas sobre o preço do petróleo importado, proporcionalmente nos derivados que são fabricados aqui. Nada mais’’, defendeu. O empresário reforçou as críticas. ‘‘Volto a repetir: não gosto de gatilho. Acho que é inflacionário e volta a indexar a economia.’’

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