Ermírio de Moraes defende gatilho só para importado
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sexta-feira, 12 de abril de 2002
Agência Estado 
São Paulo O gatilho que a Petrobras quer aplicar sobre o preço do petróleo para acompanhar os ajustes do mercado internacional deveria incidir apenas sobre a parcela que a Petrobras importa, avalia o presidente do Conselho do Grupo Votorantim, Antonio Ermírio de Moraes, ao analisar a baixa do preço do petróleo por causa da queda de Hugo Chávez na Venezuela.
Ele disse que a queda de Chávez já era esperada e que muito político vai ter de rever seus pensamentos sobre o ex-presidente da Venezuela. Ele não quis citar nomes de políticos, mas salientou que seriam vários, não só daqui como de outros países.
Ermírio afirmou que hoje o Brasil produz quase 85% do petróleo necessário para o seu consumo. Não vejo por quê se taxar com um gatilho o que se produz aqui e que já tem um custo pago pelo cidadão brasileiro. Deve-se aplicar o gatilho apenas sobre o preço do petróleo importado, proporcionalmente nos derivados que são fabricados aqui. Nada mais, defendeu. O empresário reforçou as críticas. Volto a repetir: não gosto de gatilho. Acho que é inflacionário e volta a indexar a economia.


