Curitiba - O equívoco da Rússia em confundir Pará com o Paraná, em relação ao foco de febre aftosa, foi lamentado ontem pelo presidente do Sindicato da Indústria da Carne do Paraná (Sindicarnes), Péricles Salazar.
Segundo Salazar, por conta disso, o dia foi cheio de boatos e telefonemas entre frigoríficos e pecuaristas sobre a suspensão dos embarques de carnes bovina, suína e de frangos para aquele país.
Salazar disse que não recebeu confirmação oficial de que as exportações de cargas de carnes de frigoríficos paranaenses, que estão sendo embarcadas no porto de Itajaí (SC), tenham sido suspensas. As cargas, segundo ele, que estão no porto já estão em poder das tradings.
Esse equívoco, de acordo com Salazar, certamente será resolvido na próxima semana. Para ele, o governo tentará explicar aos russos que o Paraná não é o Pará e que um Estado está a 3 mil quilômetros de distância do outro.
No entanto, o presidente do Sindicarnes chama a atenção para o prejuízo que o caso terá no setor exportador de carnes de todo o País. Para Salazar, houve um ''cochilo'' do Ministério, que demorou 15 dias para avisar à Organização Internacional de Epizootias (OIE) a ocorrência de um foco de aftosa no Pará.
O pecuarista alertou para a existência do foco no dia 2 de junho e o Ministério da Agricultura fez a comunicação oficial ao órgão internacional somente no último dia 17. ''Isso é terrível para a credibilidade do Brasil junto aos importadores de carne'', lamentou. Salazar acha que os exportadores de carne devem sofrer consequências graves por causa disso.

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