O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Pedro Parente, o secretário de Política Econômica, Amaury Bier, e o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, embarcam hoje à noite para Washington. A informação foi divulgada ontem pela assessoria do Ministério da Fazenda. De acordo com as informações, o grupo ‘‘dará continuidade às reuniões técnicas com o FMI’’.
O porta-voz da Presidência da República, Sérgio Amaral, negou, porém, que o objetivo da viagem seja submeter ao Fundo o esboço do programa de ajuste. ‘‘O doutor Pedro Parente não vai apresentar o plano, porque ele ainda não existe’’, afirmou. ‘‘Ele dará continuidade aos entendimentos que o ministro da Fazenda iniciou em Washington, sobre a montagem desse mecanismo de assistência financeira.’’
O programa com o Fundo, porém, deverá ser detalhado a partir das linhas básicas do ajuste fiscal elaborado pelo governo. ‘‘Não se deve esperar nada parecido com um conjunto de medidinhas isoladas’’, afirmou um assessor do Ministério da Fazenda. ‘‘Dessa vez, estamos negociando com o FMI, por isso o programa terá de ter muito mais consistência e ser muito mais profundo’’.
A medida mais significativa deverá ser mesmo a elevação da alíquota da CPMF, de 0,2% para 0,3%. Com isso, o governo deverá arrecadar cerca de R$ 4 bilhões a mais em 99. Segundo o assessor, esse é o tipo de medida que causa boa impressão entre os técnicos do Fundo, pois dá resultado rápido, atinge a todos e não dá espaço à sonegação.
Outra medida que se encaixa no perfil procurado pelo governo a curto prazo é o aumento da alíquota do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF). Da receita tributária do governo, descontadas as transferências determinadas pela Constituição para estados e municípios, o FEF poderá reter 40%, em vez dos 20% de agora.

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